Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de setembro de 2026
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “pai do Tigrinho”, mas evitou comentar sobre o que faria com as bets caso fosse eleito para o Palácio do Planalto. A fala foi feita nessa segunda-feira (28), em São Paulo, durante evento de campanha com o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O prefeito Ricardo Nunes e os candidatos da chapa da direita, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), também participaram dos encontros – um no Brás, região de grande comércio popular, e outro no Mercado Municipal.
“Eu fiz o exame de DNA ontem, para ver quem era o pai do Tigrinho, deu Lula. Lula é o pai do Tigrinho, ele assinou a lei em 2023 que regulamentou o Tigrinho, quadruplicou a quantidade de apostadores, ele causou uma insegurança jurídica absurda com a medida provisória, e agora quer revogar. A gente votou contra o Tigrinho, nós no PL votamos contra o cassino online, o PT todo votou a favor. E com a medida provisória que dura só 4 meses, nada impede que lá na frente o Tigrinho e o cassino online voltem com toda a força. Então, ele está desesperado, o Lula está descontrolado, já”, disse Flávio. Ele foi questionado pelo jornal O Globo sobre o que faria com as bets caso eleito – se voltaria a regulamentar ou se trabalharia para a derrubada da MP, mas o senador não respondeu.
Lula assinou na tarde de sexta-feira, em São Paulo, a Medida Provisória proibindo a atividade das bets no país menos de três anos após o governo ter sancionado, em dezembro de 2023, a chamada Lei das Bets, que regularizou o setor. Nesta segunda, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão da MP, sob a alegação de que o texto pode provocar efeitos irreversíveis antes mesmo de ser analisada pelo Congresso Nacional.
Ainda na agenda com Tarcísio e Nunes, Flávio voltou a falar sobre as polêmicas envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A história foi impulsionada nas redes sociais após um debate sobre um projeto de lei arquivado há quase 20 anos que tinha o objetivo de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. No domingo, Flávio acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de terem ajudado a disseminar a informação falsa. Horas depois, a entidade negou qualquer participação na produção ou divulgação de fake news e cobrou “fatos e provas” para sustentar a afirmação do candidato. “A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a Conferência.
“Estava esperando a nota da CNBB e saiu hoje. Foi muito boa a nota dela, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida, ela deixar de ser a padroeira do Brasil, era uma grande mentira, é a maior fake news dessa campanha. Então à CNBB, sobre esse comunicado, eu agradeço, pois confirma que essa é uma grande fake news, que foi potencializada pelo PT, ela foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar me desgastar. Só que o efeito foi o contrário, todo mundo viu que eu sou uma pessoa que respeita as religiões todas”, disse Flávio.
Ainda segundo o senador, não é de seu perfil ficar dando “pitaco” nas igrejas. “Não fico dando pitaco (sobre) como é que a Igreja Católica tem que seguir as suas regras, se o padre tem que ter celibato ou não tem, o que é que o pastor pode falar do público ou não pode. O estado não tem que se meter nisso, e o Lula, num ato de desespero, ele inclusive foi desmoralizado, foi desmascarado ao vivo ontem numa entrevista na Band, onde ele tentou insistir com isso e o repórter prontamente falou: ‘Ó, presidente, isso é uma fake news’. Então a todos os católicos aqui eu quero agradecer a confiança, dizer que isso não existe, Nossa Senhora é a padroeira do Brasil, todos sabem que eu sou evangélico, respeito todas as religiões, respeito quem também não tem religião, e é assim que a gente vive, cada um escolhendo a sua fé da forma como achar melhor”, afirmou o candidato a presidente.
Depois das duas agendas em São Paulo, Flávio Bolsonaro permanece na cidade. No sábado, Flávio retorna à cidade, onde participará de uma motociata. Segundo os planos da campanha, ele seguirá para o Rio de Janeiro, no próprio sábado ou no domingo de manhã, para que possa votar em sua cidade natal. Após a votação, ele segue para Brasília, onde acompanhará a apuração. As informações são do jornal O Globo.
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