Sábado, 14 de março de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2026
O senador, segundo aliados, decidiu ir pessoalmente à conferência.
Foto: Andressa Anholete/Agência SenadoO senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, será um dos palestrantes da edição de 2026 da CPAC (Conservative Political Action Conference), um dos principais fóruns do movimento conservador dos Estados Unidos. O evento será realizado entre os dias 25 e 28 deste mês em Grapevine, no Texas.
O presidente americano Donald Trump é aguardado no evento. No entanto, não há, por ora, nenhuma agenda para um encontro entre Flávio e o republicano. O senador, segundo aliados, decidiu ir pessoalmente à conferência. No ano passado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro participou do evento como palestrante. O ex-parlamentar, que agora vive nos Estados Unidos, criou uma versão brasileira do fórum.
A CPAC reúne anualmente lideranças políticas, ativistas e representantes de movimentos conservadores de diversos países. O evento costuma contar com a presença de aliados do presidente Donald Trump e de figuras da direita internacional. Nesta edição, além de Trump e Bannon, também são esperados a ex-primeira-ministra do Reino Unido Liz Truss, o senador Ted Cruz e outros nomes da direita americana.
A presença de Flávio Bolsonaro ocorre em meio ao fortalecimento da articulação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos e à aproximação do calendário eleitoral no Brasil. O senador tem intensificado agendas internacionais e participado de eventos ligados à direita global.
Nas últimas semanas, Flávio passou pela Europa, Estados Unidos e Oriente Médio. Nesta semana, esteve na posse de novo presidente do Chile, José Antonio Kást. Na cerimônia, se encontrou com o argentino Javier Milei. Neste mês, ele tem uma série de viagens no Brasil relacionadas à pré-campanha, incluindo Rondônia, Rio Grande do Norte, Paraíba e São Paulo.
Eduardo tem guiado Flávio em viagens internacionais para construir uma articulação estrangeira de extrema direita. O ex-deputado se mudou para os Estados Unidos há um ano alegando sofrer perseguição no Brasil e perdeu seu mandato por faltas.
A atuação de Flávio e Eduardo no exterior, promovendo reuniões com líderes da direita radical em diversos países desde fevereiro, colocou o governo Lula em alerta em relação ao que veem como uma tentativa da gestão Trump de influenciar as eleições de outubro.
As recentes movimentações de uma ala do governo americano em relação ao Brasil, inclusive, já são encaradas como interferências no cenário político do país.
Na visão do governo Lula, a discussão da gestão Trump sobre classificar o PCC e o CV como organizações terroristas atende à agenda que Eduardo e Flávio têm buscado construir junto às autoridades estrangeiras, especialmente as americanas.
Bolsonaristas que atuam na articulação junto às autoridades dos EUA veem o crescimento de Flávio em pesquisas como uma vantagem para convencer Trump da necessidade de fazer gestos em apoio ao filho de Bolsonaro.
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Vai taxar o Brasil em 100 % como fez o irmão dele! Essa gente só fazem coisas ruins pode esperar…..
Cuidado com a fuga, esse aí, está aprontando
O rachadinha foi se atualizar em golpismo