Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2026
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que, se eleito, terá o médico Claudio Lottenberg como ministro da Saúde. O oftalmologista criticou o governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. Flávio foi entrevistado na sabatina do Jornal Nacional.
Lottenberg é presidente do Conselho do Hospital Albert Einstein e da Confederação Israelita do Brasil. Durante a pandemia, defendeu uma atuação coordenada no enfrentamento ao coronavírus e criticou a falta de um discurso nacional unificado em favor do distanciamento social.
Em entrevista ao jornal O Globo em 2021, o médico afirmou que o governo federal não criou um ambiente capaz de estimular a população no combate à pandemia. Questionado sobre a responsabilidade pela situação do país, também apontou falta de engajamento dos pacientes com os próprios cuidados.
Lottenberg citou a postura de líderes durante a vacinação e o uso de máscaras. Ele mencionou como exemplo o então primeiro-ministro de Israel, que foi o primeiro a se vacinar no país, e afirmou não ter visto “grandes líderes de diferentes países aparecerem publicamente sem máscara”.
O então presidente Jair Bolsonaro minimizou a gravidade da covid-19 e se opôs a medidas de isolamento social durante a pandemia. Bolsonaro também promoveu tratamentos sem eficácia comprovada, demonstrou ceticismo em relação às vacinas e incentivou aglomerações em desacordo com orientações sanitárias. Ele ainda chegou a ser multado, em São Paulo, por não usar máscara.
Vorcaro
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, concedeu na sexta-feira (28) entrevista à Globo. Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Flávio afirmou que não há “absolutamente nada de errado” em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro.
O candidato voltou a dizer que pediu a Vorcaro um patrocínio privado para o filme “Dark Horse”, que não recebeu repasses diretamente e que não houve contrapartidas envolvidas no pedido.
“Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme”, disse. “Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Em maio, o site “The Intercept Brasil” revelou mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro, acusado de fraudes bilionárias, para a produção de “Dark Horse”. Segundo a reportagem, Vorcaro repassou R$ 61 milhões para financiar a produção. Esses pagamentos são investigados pela Polícia Federal, em inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF apura se esses recursos foram usados para pagar contas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos, e se houve desvio de emendas parlamentares para financiar o filme. (Com informações dos portais Uol e G1)
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