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Economia FMI reduz previsão de crescimento da América Latina, em especial México e Brasil

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FMI alerta que pressões inflacionárias se ampliaram em países como o Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. (Foto: Reprodução)

O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu nesta terça-feira (25) suas previsões de crescimento econômico em 2022 para a América Latina e suas duas maiores economias, citando inflação, política monetária mais apertada e uma estimativa de crescimento mais baixa para os Estados Unidos como determinantes para os rebaixamentos.

O FMI cortou suas expectativas de crescimento para o México e o Brasil em 1,2 ponto percentual cada, para 2,8% e 0,3%, respectivamente, enquanto a estimativa para a América Latina e o Caribe foi diminuída em 0,6 ponto percentual, a 2,4%.

“A luta contra a inflação levou a uma forte resposta da política monetária, que pesará sobre a demanda doméstica”, disse o FMI sobre o Brasil em uma atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Mundial.

Pauta de exportações

A primeira vice-diretora-gerente Gita Gopinath afirmou em entrevista coletiva que outro motivo para o corte na previsão do Brasil é a moderação dos preços das commodities de pauta de exportações do país, como os de minério de ferro, que haviam subido no ano passado.

O relatório do Fundo disse que o México também será afetado por inflação e juros altos, agravadas por uma queda esperada no crescimento da produção nos Estados Unidos, seu parceiro comercial mais importante.

“O rebaixamento (do crescimento econômico) dos EUA traz consigo a perspectiva de uma demanda externa mais fraca do que o esperado para o México em 2022”, disse o FMI.

A Argentina deve crescer 3,0% este ano, um aumento de 0,5 ponto percentual ante às estimativas do FMI de outubro, e o crescimento estimado de 2,5% em 2023 também é 0,5 ponto percentual maior.

O país sul-americano e o FMI negociam um programa de refinanciamento de cerca de 41 bilhões de dólares que a Argentina disse não poder pagar conforme o planejado.

“Estamos adotando uma abordagem flexível e pragmática e esperamos progredir ainda mais nos próximos dias”, afirmou Gopinath.

Para 2023, o Fundo prevê que a América Latina e o Caribe cresçam 2,6%. A expansão do Brasil deve ser de 1,6% e o crescimento do México deve chegar a 2,7%. As informações são da agência de notícias Reuters.

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