Segunda-feira, 02 de março de 2026
Por Leandro Mazzini | 2 de março de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Técnicos da CPI do Crime Organizado no Senado avisaram à cúpula da comissão de que os dados da quebra dos sigilos da empresa Maridt chegaram dos bancos requeridos antes da decisão monocrática de nulidade do ministro Gilmar Mendes. A Maridt é a empresa ligada ao controle do Resort Tayayá e na qual o ministro do STF Dias Toffoli figurou como sócio. A decisão do ministro Gilmar surgiria agora como uma blindagem para evitar o vazamento dos dados para congressistas. Os informes são dos irmãos, sócios do ministro, e de um assessor pessoal de Toffoli.
Cela & cena
O ex-Ministro Anderson Torres está há mais de 100 dias na cadeia, sem chance de sair, recluso e com depressão, conforme relatos de amigos. Passa os dias sob efeitos de remédios. Já o advogado Eumar Novacki, ex-coronel da PM-MT, assistente da defesa de Torres, foi visto animadíssimo no espetáculo “Elvis Experience”, em Brasília. É o mesmo advogado que levou uma bronca de Alexandre de Moraes em plenário.
Lago do vice
O vice-presidente Geraldo Alckmin revela a amigos uma preocupação extra-pauta política. Acompanha de perto o assoreamento do Lago do Jaburu, em frente ao Palácio. Ele já pediu ao governador do DF, Ibaneis Rocha, ajuda para a dragagem e não houve retorno, por ora. Revelamos que nesse lago o então vice Hamilton Mourão virou e ficou preso no caiaque em 2019. Deu susto nos seguranças, que mergulharam para salvá-lo.
Vale um filme
Preso na sexta-feira, um dos Capo do Rio, Adilsinho, paga advogados para seu chefe de segurança que, para nenhuma surpresa dos investigadores, é um policial. A novidade é a que força esse policial pertence. O bicheiro contrabandista de cigarro mudou de casa na noite anterior à operação; só não contava que outro grupo de elite da PF fazia a contra-inteligência e monitorava mais de cinco mansões que ele usava em rotatividade.
Derrapagem
A Keeta, chinesa concorrente do iFood e 99Food, anunciou que chegaria “com tudo” ao Rio, com posts e promessa de coletiva na quinta (26). Na véspera cancelou o evento e adiou seu lançamento, alegando falta de condições concorrenciais e responsabilizando as plataformas brasileiras por dificultarem a entrada no mercado brasileiro. A Coluna antecipou sobre problemas da chinesa com entregadores e queixas de parceiros.
Salto do Rio
O Rio de Janeiro retomou o fôlego comercial, e forte. O Estado registrou salto de 266% nos investimentos em comércio exterior em 2025, para R$ 18,9 bilhões. O avanço, impulsionado por incentivos fiscais e maior segurança jurídica, gerou aumento de 85% na criação de empregos formais nos setores. A expectativa é que os projetos aprovados movimentem R$ 2,5 bilhões em faturamento nos próximos cinco anos.
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