Domingo, 04 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A Força Aérea Brasileira já transportou em seus voos 258 órgãos para transplante

Compartilhe esta notícia:

Segundo dados do governo, 42% dos órgãos levados desde o decreto, foram fígados. (Foto: Sargento Johnson/Força Aérea Brasileira)

Onze meses após edição de decreto obrigando a FAB (Força Aérea Brasileira) a transportar órgãos, 258 já foram levados para transplantes pelos aviões da Aeronáutica. O decreto foi editado depois de uma reportagem que mostrou que a FAB era obrigada a levar autoridades, mas não órgãos.

O jornal O Globo revelou que 153 órgãos deixaram de ser destinados a transplantados entre 2013 e 2015 por falta de disponibilidade da FAB. Nos mesmos dias, a Força Aérea teve de levar autoridades para compromissos oficiais ou retorno a suas residências. De 2011 a 2015, foram 982 recusas, uma a cada dois dias.

O número de quase dois órgãos carregados por dia desde o decreto será usado a favor do governo na próxima sexta-feira, quando completa-se um ano desde que Temer assumiu a Presidência interinamente. No Palácio do Planalto haverá uma reunião ministerial e deve ser feita uma cerimônia. O presidente cogita gravar um vídeo para as redes sociais enaltecendo as medidas que tomou no último ano.

Segundo dados do governo, 42% dos órgãos levados desde o decreto, em 6 de junho do ano passado, foram fígados, o equivalente a 109 órgãos. Em seguida vêm: 72 corações, 58 rins, dez pâncreas e nove pulmões. O levantamento considera os voos até o fim da manhã da última terça-feira. Antes de órgãos serem prioridades, por lei, para a FAB, os trajetos eram raros. No ano passado, de janeiro a junho, foram trasladados somente cinco: três fígados e dois corações.

A medida do governo Temer veio à época no primeiro mês de interinidade. O presidente determinou que sempre haja um avião da FAB em solo à disposição para carregar órgãos e até pacientes. Até então, órgãos podiam ser desperdiçados e cirurgias, inviabilizadas. Enquanto isso, a Aeronáutica era obrigada a atender pedidos de transporte de ministros da Esplanada e de presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Nova York vai autorizar testes com carros sem motorista nas ruas
Moeda de um real de 2012 vira raridade que chega a valer 160 reais
Pode te interessar