Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 10 de agosto de 2026
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou estado de desastre nacional no país nessa segunda-feira (10), horas depois de um terremoto de magnitude 7,4 provocar estragos e a morte de mais de 130 pessoas, um número que deve aumentar conforme as equipes de resgate conseguem chegar às áreas atingidas. Para Espriella, é o primeiro grande teste de um governo que começou há poucos dias.
O governo americano anunciou um auxílio de US$ 15,5 milhões (R$ 79,17 milhões) para ajudar o país a se recuperar.
“Este é um governo que responde, que está comprometido com a população, que jamais deixará seus cidadãos desamparados. Estamos absolutamente convencidos de que, unidos como sociedade e como governo, seremos capazes de fazer nosso país avançar durante este momento difícil”, disse o presidente, confirmando a decretação do estado de desastre nacional, que lhe dá poderes para destinar recursos de forma emergencial. “Hoje, todos os colombianos, independentemente de diferenças ideológicas, devem se unir em torno de uma única causa: as vítimas deste desastre natural.”
Até às 21h (horário de Brasília) dessa segunda, haviam sido contabilizados 132 mortos e 570 pessoas feridas de acordo com o balanço parcial da Associação Colombiana de Capitais. O número de residências afetadas de alguma forma supera os 1,5 mil, e 61 edifícios desabaram.
Ao menos por enquanto, as divisões políticas que se arrastam há anos na Colômbia foram postas em segundo plano: o Pacto Histórico, liderado pelo ex-presidente Gustavo Petro, lançou uma campanha nacional de solidariedade, incluindo a abertura de postos para doações, a cessão de parte dos salários dos congressistas à Cruz Vermelha, e se colocou à disposição das autoridades nacionais e regionais.
“Rechaçamos qualquer uso político dessa tragédia”, diz o comunicado da legenda. “Não é momento de mesquinharias, cálculos ou confrontos. É momento de união, solidariedade e fortaleza. A Colômbia precisa que estejamos unidos. Em primeiro lugar, a vida.”
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do terremoto de magnitude 7,4 foi a 5 km de San José del Palmar, a 110,3 km de profundidade. A explicação para a alta frequência de terremotos na Colômbia está, principalmente, na posição geográfica do país, localizado em uma região onde três placas tectônicas (Sul-Americana, Nazca e Caribe) se encontram. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal espanhol El País, a combinação entre a movimentação das placas, a presença de falhas geológicas e a proximidade de parte do território com o Cinturão de Fogo do Pacífico faz com que terremotos sejam uma ameaça permanente.
Após o tremor, vários governos locais anunciaram medidas de segurança. A governadora do departamento de Chocó, onde fica San José del Palmar, Nubia Carolina Córdoba, relatou que há estragos de grande porte e vítimas.
O prefeito de Cali, Alejandro Éder, outra cidade bastante afetada, anunciou novas medidas de segurança para a capital do Valle del Cauca. Ele anunciou o envio de militares para diversas áreas da cidade, especialmente as mais afetadas, onde as operações de resgate e assistência continuavam andamento. Pelo menos 30 edifícios desabaram na cidade, onde mais de 30 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!