Sábado, 14 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Acontece Fórum de Seguros na Expodireto reforça urgência de fundo catastrófico para o agro brasileiro

Compartilhe esta notícia:

Grande público acompanhou o 1º Fórum de Seguros da CCSA.

Foto: Divulgação Expodireto Cotrijal
Grande público acompanhou o 1º Fórum de Seguros da CCSA. (Foto: Divulgação Expodireto)

A primeira edição do Fórum de Seguros da CCSA, realizada na Expodireto Cotrijal, mostrou que o seguro agrícola precisa avançar para acompanhar a dimensão e os riscos do agronegócio brasileiro. O encontro reuniu cooperativas, seguradoras e especialistas, que convergiram em torno de um ponto central: a criação de um fundo catastrófico nacional, capaz de reduzir custos, ampliar coberturas e trazer previsibilidade ao setor.

O presidente da Cotrijal e da CCSA, Nei César Manica, destacou que as 22 cooperativas ligadas à central somam 210 mil associados e quatro milhões de hectares cultivados, mas grande parte das 130 mil colheitadeiras em operação não possui seguro. “Se todos contribuíssem para um fundo consistente, o produtor teria apólices mais baratas, maior cobertura e menor risco para as seguradoras”, afirmou.

Dados e variabilidade climática

O gerente de pesquisa da CCGL e da Rede Técnica Cooperativa, Geomar Corassa, trouxe números que reforçam a urgência de planejamento. Entre 1980 e 2025, o Rio Grande do Sul perdeu em média 32 dias chuvosos por ano, revelando maior variabilidade climática: períodos secos mais longos e chuvas de alta intensidade. “A agricultura não é lugar para apostas, mas para planejamento. Precisamos valorizar os dados que temos em mãos para tomar decisões mais assertivas”, destacou.

Cenários e perspectivas

O painel de encerramento reuniu representantes da FenSeg, CNseg, ESSOR Seguros, IRB(Re) e Swiss Re, que compararam modelos internacionais de subvenção. Nos Estados Unidos, por exemplo, o seguro agrícola é subsidiado em até 60% pelo governo federal; na Índia, há programas de microseguro voltados a pequenos produtores; na Espanha, o sistema combina recursos públicos e privados para garantir estabilidade. Experiências brasileiras, como as do Paraná e São Paulo, também foram citadas como referência. O consenso foi de que um fundo catastrófico nacional traria previsibilidade, reduziria taxas e ampliaria a adesão dos produtores.

Comparação com outros debates do setor

Enquanto outros espaços da Expodireto destacaram estratégias para elevar a produtividade agrícola, o Fórum de Seguros trouxe uma visão complementar: sem proteção contra riscos climáticos e financeiros, os ganhos de produtividade podem ser comprometidos. Estudos recentes apontam que perdas anuais no Brasil por eventos extremos já superam dezenas de bilhões de reais, e apenas uma fração da área cultivada está coberta por seguro. Isso coloca o país em desvantagem frente a concorrentes globais, que contam com sistemas robustos de mitigação.

Dimensão política e visão de futuro

A criação de um fundo catastrófico depende de articulação entre governo federal, estados e setor privado. Há projetos em discussão, mas ainda sem consenso sobre modelo e financiamento. Para especialistas, o seguro agrícola deve ser tratado como política pública de longo prazo, capaz de garantir estabilidade e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Um marco para o agro

A primeira edição do Fórum de Seguros da CCSA consolidou-se como espaço estratégico de debate. Mais do que discutir apólices, o evento mostrou que o seguro agrícola é peça-chave para o futuro do setor. O fundo catastrófico, longe de ser apenas uma ideia, desponta como instrumento essencial para dar confiança ao produtor, estimular investimentos e proteger o agro brasileiro em um cenário cada vez mais desafiador. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

  • Foto 1 - Fórum de Seguros
  • Foto 2 - Fórum de Seguros

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Acontece

Badesul concederá R$ 8 milhões em empréstimos a sete prefeituras gaúchas para expansão de distritos industriais e compra de máquinas
Em reunião com o presidente do Senado, governador gaúcho pede avanço na votação de projeto sobre renegociação de dívidas do agronegócio
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x