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Por Redação O Sul | 29 de março de 2018
A estação espacial chinesa Tiangong-1 deve retornar à atmosfera da Terra nos próximos dias, segundo a ESA (Agência Espacial Europeia). Uma nova imagem, capturada por um sistema de radar do instituto alemão Fraunhofer FHR, próximo a cidade de Bonn, mostra a nave em queda e a uma altitude de 270 km na terça-feira (27).
Desocupada desde 2013, os chineses perderam o contato com a Tiangong-1 em 2016. Com isso, não é possível prever o horário exato da reentrada na atmosfera da Terra. Segundo a ESA, isso deve ocorrer em algum momento entre a manhã do dia 31 de março e a madrugada do dia 2 de abril.
Os astrônomos informaram que na quarta-feira (28) a estação já deveria estar um pouco mais próxima, a 200 km de altitude – 300 km abaixo de onde estava em janeiro. A Estação Espacial Internacional, por exemplo, fica a uma altitude média de 340 km.
Boa parte da nave deverá se desintegrar e queimar no retorno ao planeta. As opções de entrada são variadas: ela pode entrar pela China, no Oriente Médio, no centro da Itália, no norte da Espanha, nos estados do norte dos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na Tasmânia, uma parte da América do Sul (incluindo o Brasil) e na África do Sul.
Mesmo assim, há chance de que a nave não seja totalmente desintegrada durante a volta à Terra. Segundo a Aerospace Corporation, instituto norte-americano que fiscaliza atividades espaciais, a probabilidade de um ser humano ser atingido é muito pequena: na história dos voos espaciais, apenas uma pessoa já foi gravada ao ser atingida por um fragmento em 1996 e, felizmente, não se feriu.
Curiosidades da estação espacial chinesa Tiangong 1
Foi a primeira lançada e construída pelo país.
Foi projetada para ser um laboratório equipado e foi lançada em 30 de setembro de 2011.
O objetivo era aperfeiçoar as tecnologias de aproximação e acoplamento de naves.
Dois módulos compõem a Tiangong 1: um deles é habitável.
A nave tem 15 m³ e 8,5 toneladas.
Ela recebeu duas missões tripuladas: a Shenzhou 9 e Shenzhou 10.
Uma nave não-tripulada foi enviada em 2011 para testar o encaixe com a estação.
Lixo espacial
“Embora o lixo espacial deixado em órbita regularmente caia de volta na Terra, a maior parte vaporiza ou acaba caindo no meio do oceano, longe de qualquer pessoa”, diz Elias Aboutanios, diretor do Centro Australiano de Pesquisa em Engenharia Espacial. Normalmente, quando um objeto retorna, ainda há comunicação – ou seja, a central de controle ainda pode direcionar a trajetória e o local de queda desejado. Os detritos são guiados para cair no chamado polo de inacessibilidade oceânico – o local mais distante de terra, por todos os lados. É um ponto no oceano pacífico entre a Austrália, a Nova Zelândia e a América do Sul.
A região é um cemitério de satélites e espaçonaves, onde os destroços de cerca de 260 deles estão espalhados ao longo de uma área de aproximadamente 1.500 km².
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