Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

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Brasil Fragilizado com as investigações da Operação Lava-Jato, o senador Aécio Neves prioriza a política regional para tentar se reerguer

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(Foto: AG)

Fragilizado com as investigações da Operação Lava-Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aposta na política regional para tentar garantir um mandato nas eleições do ano que vem e dedicará as próximas semanas à reestruturação do seu partido em Minas Gerais.

O recolhimento antecede a convenção regional do PSDB, que, em 11 de novembro, escolherá os presidentes estaduais do partido. Aécio quer aproveitar esse período para reestruturar o PSDB mineiro. Depois disso, vê a possibilidade de voltar “com força” à cena nacional.

Está prevista para o dia 9 de dezembro a convenção da sigla, quando uma nova executiva será eleita. De acordo com um aliado do senador, ao se concentrar em questões regionais, Aécio vai avaliar a força política que possui em seu Estado para decidir se disputará a reeleição no Senado em 2018 ou se optará por concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Para esse aliado, “não é o momento de arriscar”.

Alvo de nove inquéritos e de uma denúncia, o senador precisa de um mandato para manter foro no STF (Supremo Tribunal Federal) após 2018, quando termina a legislatura para a qual foi eleito. O tucano foi gravado em março pelo empresário e delator Joesley Batista, dono da JBS/Friboi, a quem pediu R$ 2 milhões. O episódio lhe rendeu acusação de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Aécio está licenciado da presidência nacional do PSDB desde maio deste ano, quando foi afastado pela primeira vez do mandato. O cargo foi assumido interinamente pelo senador Tasso Jereissati (CE), com quem o mineiro vem se desentendendo.

Conselheiros de Aécio acreditam que, se montar uma estrutura de apoiadores em Minas Gerais, ele terá chance de mostrar força no partido e influenciar a escolha do novo presidente do PSDB. Até o momento, apenas o governador de Goiás, Marconi Perillo, oficializou que disputará o cargo.

O goiano é seu aliado e, assim como Aécio, defende a aliança do PSDB com o governo do presidente Michel Temer, do PMDB. Tasso nega oficialmente ser candidato, mas vem afirmando nos últimos dias que pode atender a um “apelo” de uma ala do PSDB que pede “mudanças” nos caminhos do partido.

Conselho de Ética

O Conselho de Ética do Senado informou no início da madrugada de sábado (28) não ter recebido recurso contra a decisão do presidente do órgão, João Alberto Souza (PMDB-MA), que arquivou a representação do PT contra Aécio Neves (PSDB-MG). O prazo para recurso terminou na sexta-feira (27).

Com base nas delações de executivos da J&F, que controla a JBS/Friboi, o PT havia pedido ao conselho a abertura de um processo que poderia resultar na cassação de Aécio.  Mas, segundo a assessoria de João Alberto, o presidente do Conselho decidiu pelo arquivamento da representação após consultar a Advocacia-Geral do Senado.

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