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Curiosidades Fragmentos do DNA de Leonardo Da Vinci podem ter ficado preservados

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Leonardo da Vinci, um dos maiores gênios do Renascimento. (Foto: Reprodução)

Fragmentos do DNA de Leonardo Da Vinci (1452-1519) podem ter ficado preservados num esboço elaborado pelo artista com giz vermelho em papel que representa o rosto de um bebê e foi denominado como “Menino Jesus”.

Embora os resquícios genéticos achados no desenho sejam fragmentados e possam ser fruto de contaminação, o DNA encontrado é similar ao material genético achado numa carta escrita por um parente mais velho do artista, o que leva a crer que os cientistas responsáveis pela descoberta estejam na pista certa.

Detalhes da descoberta foram revelados na forma de uma matéria publicada na revista Science desta semana. Os achados do grupo interdisciplinar Projeto DNA de Leonardo Da Vinci ainda não passaram formalmente pelo processo de revisão por pares – metodologia usada pela comunidade científica para legitimar novos estudos.

Mas já estão disponíveis na forma de preprint (versão preliminar) na plataforma online BioRxiv, desde janeiro. As análises do material genético foram lideradas por Norberto González-Juarbe, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

A primeira grande incerteza que ele e os colegas tiveram de enfrentar tem a ver com a própria origem do desenho do “Menino Jesus”. A peça é atribuída a Da Vinci, mas a autoria da obra ainda está sob discussão.

Para alguns especialistas, o desenho poderia ter sido produzido por um aluno de Da Vinci, e não por ele próprio. O esboço foi comprado pelo negociante de arte americano Fred Kline, que morreu em 2021.

Se a atribuição estiver correta, por ser uma das obras menos conhecidas e manuseadas do artista, haveria, em tese, chance maior de que ela preservasse algum vestígio de material genético. Para tentar tirar a prova disso, a equipe do projeto usou um método não invasivo de coleta de amostras, semelhante aos esfregaços com cotonete usados em testes de covid-19.

Os pesquisadores tiveram o cuidado de confiar a tarefa de obter as possíveis amostras genéticas apenas a cientistas mulheres para evitar contaminações. Isso porque o plano era investigar o cromossomo Y, transmitido de pai para filho.

Isso faz com que as linhagens masculinas, durante séculos, compartilhem variantes do mesmo tipo de cromossomo Y, permitindo o mapeamento de famílias com relativa precisão.

Antes de chegar ao cromossomo Y, porém, os pesquisadores analisaram toda a “biodiversidade” acumulada nos artefatos antigos ao longo dos séculos, na abordagem conhecida como metagenômica (que leva em conta qualquer tipo de DNA achado no ambiente, seja de que espécie for).

Isso revelou, por exemplo, a presença de DNA de laranjeiras – árvores muito frequentes nos jardins do Renascimento italiano– no desenho atribuído a Da Vinci, assim como o do parasita da malária nas cartas do parente do artista (a doença também foi endêmica durante séculos na Itália).

O dado mais intrigante veio do DNA do cromossomo Y humano encontrado nos objetos. Tanto no desenho quanto nas cartas de Frosino di ser Giovanni da Vinci foram achadas variações do mesmo subgrupo do cromossomo, reconhecidamente presente em populações da Toscana, a região de origem da família, mas também em outras áreas do Mediterrâneo.

A semelhança, porém, foi constatada a partir de uma análise comparativa feita com apenas alguns trechos recuperados e remontados do cromossomo Y, incluindo, portanto, considerável grau de incerteza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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