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Saúde França exigirá teste negativo de turistas para seis países europeus

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Torre Eiffel, em Paris, na França. (Foto: Reprodução)

A França anunciou neste sábado (17) que, a partir da próxima segunda-feira (19), viajantes não vacinados do Reino Unido, Espanha, Portugal, Chipre, Grécia e Países Baixos precisarão apresentar um teste negativo para a Covid-19 realizado em menos de 24 horas.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do país, Jean Castex, e visa frear o avanço dos casos que vem sendo registrados nos últimos dias.

“Ao mesmo tempo e como as vacinas são eficazes contra o coronavírus, especialmente sobre a variante Delta, as restrições que pesam sobre os viajantes totalmente vacinados com uma vacina reconhecida pela Agência Europeia de Medicamentos (Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen) serão levantadas a partir deste sábado (17), seja qual for seu país de procedência”, acrescentou Castex.

A França ainda anunciou a inclusão de mais países na chamada “lista vermelha”, ou seja, onde os viajantes só podem entrar no território se tiverem um motivo comprovado. Cuba, Indonésia, Moçambique e Tunísia entraram na classificação do governo. No caso daqueles que comprovarem a necessidade, vacinados ou não, precisam realizar uma quarentena de sete dias.

Assim como outros países europeus, a França vem registrando uma alta diária nos casos — que passam dos 10 mil — mesmo com a vacinação acelerada. O motivo apontado por especialistas é a flexibilização das regras sanitárias e a disseminação da variante Delta, que consegue escapar naqueles que tomaram ao menos uma dose.

Projeções para a Europa

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Enfermidades (ECDE, na sigla em inglês) prevê que o número de novos casos de coronavírus na União Europeia (UE) e na Noruega e na Finlândia — que não são membros do bloco — podem chegar a 420 por cada 100 mil habitantes na semana que termina em 1º de agosto, um aumento de cinco vezes comparado com os 90 mil da semana entre 5 e 11 de julho. Para a semana que termina em 8 de agosto, o centro espera um salto ainda maior, de 620 novos casos para cada 100 mil habitantes.

Essas projeções, que por hora são hipóteses, igualariam a média de casos registrados de setembro a dezembro de 2020 e em abril de 2021, quando foram detectados surtos de contaminação pelo novo coronavírus no continente.

Para o ECDC, o número de internações aumentará, mas não de forma tão significativa, graças à vacinação: 63% da população da UE com mais de 18 anos já recebeu ao menos uma dose do imunizante, enquanto 48% já tomaram as duas doses até 11 de julho.

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