Domingo, 31 de Maio de 2020

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Mundo França prolonga confinamento, e sobe número de mortes na Europa e Estados Unidos

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Os governos estão divididos entre garantir a segurança pública e deter o impacto econômico devastador da paralisação de atividades, que em poucas semanas eliminou milhões de empregos

Foto: Reprodução
Os governos estão divididos entre garantir a segurança pública e deter o impacto econômico devastador da paralisação de atividades, que em poucas semanas eliminou milhões de empregos. (Foto: Reprodução)

O governo da França informou nesta quarta-feira (08) que prolongará o confinamento da população para conter a propagação do novo coronavírus, em um dia em que o número de mortos continuaram a subir na Europa e nos Estados Unidos, e especialistas alertaram que a recessão global iminente pode ser a pior em décadas.

Os governos estão divididos entre garantir a segurança pública e deter o impacto econômico devastador da paralisação de atividades, que em poucas semanas eliminou milhões de empregos.

Mais de 80.000 pessoas em todo o mundo morreram desde que o primeiro caso foi relatado em dezembro na China. A pandemia gerou um colapso na economia global e forçou bilhões de pessoas a ficar em casa o maior tempo possível para evitar o contágio. Especialistas em saúde enfatizam que qualquer flexibilização prematura das restrições poderia acelerar a propagação de uma doença que já afeta quase todos os países.

Na França, uma das nações europeias mais afetadas, com mais de 10.000 mortes, a ordem de confinamento emitida em 17 de março “será prorrogada” para depois de 15 de abril, disse à AFP uma autoridade próxima ao presidente Emmanuel Macron.

Itália e Espanha ainda relatam centenas de mortes por dia, embora a situação também esteja se deteriorando no Reino Unido, que registrou um recorde de 938 falecimentos nesta quarta-feira, quando o primeiro-ministro Boris Johnson passou o terceiro dia em terapia intensiva. O político de 55 anos está “melhorando” e “de bom humor”, disseram as autoridades.

Nova York, epicentro do surto americano, registrou um recorde de 779 mortes em 24 horas, embora o governador do estado, Andrew Cuomo, tenha dito que as hospitalizações diminuíram. O total de óbitos nas últimas 24 horas nos Estados Unidos foi de 1973, sendo que no dia anterior esse número chegou a 1939.

Um relatório preliminar indica que 34% dos falecidos em Nova York são latinos, sendo que constituem 29% da população da cidade. Em Wuhan, foco da epidemia na China, houve momentos de euforia quando a proibição de viajar em vigor desde janeiro foi suspensa.

A recessão das nossas vidas 

O chefe da OMC (Organização Mundial do Comércio), Roberto Azevedo, alertou que as consequências econômicas da crise “podem ser a recessão mais profunda ou o mais grave revés econômico em nossa existência”.

O comércio mundial pode diminuir em até um terço este ano, segundo a organização. A Alemanha e a França, as principais economias da União Europeia, foram duramente atingidas. O PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha deverá diminuir em quase 10% no segundo trimestre. A França já registrou seu pior desempenho econômico desde 1945 no primeiro trimestre, com queda de 6%.

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