Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de julho de 2021
Centenas de milhares de pessoas na França correram para tentar agendar suas vacinações após o presidente do país alertar que os não vacinados poderiam enfrentar restrições adotadas com o objetivo de conter a rápida propagação da variante Delta.
Ao anunciar medidas para combater o aumento de infecções, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na noite da última segunda-feira (12) que a vacinação não será obrigatória para o público por ora, mas ressaltou que restrições seriam focadas nas pessoas que não se vacinaram.
Macron disse que profissionais de saúde têm que se vacinar até o dia 15 de setembro ou enfrentarão consequências não especificadas, uma declaração que enfureceu alguns funcionários do setor.
O presidente também afirmou que um passe de saúde exigido para participar de eventos de grande escala agora seria usado muito mais amplamente, incluindo para entrar em restaurantes, cinemas e teatros.
Recorde
Stanislas Niox-Chateau, diretor do Doctolib, um dos maiores websites utilizados para o agendamento de vacinações, disse à rádio RMC que o número de pessoas buscando horários para vacinar bateu recordes após o anúncio do presidente.
Em quase 24 horas, cerca de 1,7 milhão de horários foram agendados pelo Doctolib, segundo o website, e o número de vacinações diárias atingiu uma nova máxima na terça-feira (13).
“Hoje são 792.339 pessoas recebendo a primeira dose, um novo recorde. Esse impulso precisa se amplificar e continuar nas próximas semanas”, disse o primeiro-ministro Jean Castex no Twitter.
A França vacinou quase 53% de sua população com pelo menos uma dose e 37% estão totalmente vacinados.
Reino Unido
As maiores redes de supermercados do Reino Unido incentivarão funcionários e clientes a continuarem usando máscaras a partir desta segunda-feira (19), apesar das regras novas que tornam seu uso uma escolha pessoal.
O governo está descartando a maioria das restrições pandêmicas a partir de 19 de julho na Inglaterra, argumentando que a distribuição rápida de vacinas contra covid-19 praticamente acaba com o elo entre infecções e doenças graves ou mortes.
Tesco, Sainsbury’s, Asda, Morrisons e Aldi disseram que preferiam que funcionários e clientes continuassem usando máscaras.
Os grupos, que estão entre os maiores empregadores do setor privado britânico, disseram que manterão outras medidas de segurança em vigor, como limites ao número de pessoas nas lojas, telas de proteção nos caixas e limpeza constante.
“Estamos pedindo a nossos clientes e colegas que escolham a segurança”, disse o Tesco, o maior grupo de supermercados do Reino Unido.
Uma pesquisa de opinião pública divulgada nesta quinta-feira (15) pela Kantar Public revelou que dois terços das pessoas querem que algumas, a maioria ou todas as restrições do coronavírus sejam mantidas e que 60% pensam que todos deveriam continuar usando máscaras em lojas e no transporte público.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, admite que uma onda de infecções e mais mortes quando as restrições acabarem são inevitáveis, mas disse que seria pior manter a economia desativada e ressaltou o sucesso da campanha de vacinação.
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