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Agro Fritz Roloff, presidente da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), aponta desafios do ensino profissional para o campo

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Fritz Roloff: "Mais do que nunca é fundamental que, além da formação técnica, tenhamos como preceito a formação de cidadãos que possam pensar e utilizar o conhecimento adquirido para a vida, se responsabilizando com o meio ambiente e com o sentido de cooperação e união para um bem maior". (Crédito: Ton Silva Divulgação)

Fritz Roloff, presidente da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), aponta desafios do ensino profissional para o campo. Segundo ele, “um dos maiores desafios de todos nós, educadores, é saber como levar aos estudantes, além do ensino técnico, conhecimento também para a vida. Especialmente no campo, onde formamos milhares de jovens que vão para o mundo do trabalho e onde cada vez mais a régua da exigência aumenta. Afinal, o país é conhecido pela sua potencialidade agropecuária, tanto como exportador de commodities quanto exemplo de produção, produtividade e adoção de tecnologias e inovações”.

Ainda na visão do dirigente, “este conhecimento não pode ser levado apenas para a tecnificação. É preciso, diante destes cenários onde a nossa agropecuária gaúcha e brasileira evolui, que o nosso ensino agrícola também acompanhe este avanço. Mais do que nunca é fundamental que, além da formação técnica, tenhamos como preceito a formação de cidadãos que possam pensar e utilizar o conhecimento adquirido para a vida, se responsabilizando com o meio ambiente e com o sentido de cooperação e união para um bem maior”.

Para Fritz Roloff, “mais do que professores, somos formadores de opinião entre o nosso público, alunos ou as comunidades em que atuamos. São milhares de educadores em 47 escolas agrícolas do Rio Grande do Sul. Por isso, é preciso estar entre as nossas preocupações o melhor preparo destas pessoas para os desafios de um campo mais igualitário. Mesmo com as dificuldades vividas por todo o sistema, desde os problemas estruturais do Estado e da falta de recursos para a educação, é nosso papel resistir e não desistir.  E nós, da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), nessa atividade quase cinquentenária enquanto entidade, temos como papel provocar esta discussão entre os professores técnicos de ensino agrícola do Rio Grande do Sul”.

Ele diz ainda que, “principalmente nos últimos dez anos, viemos repensando estes paradigmas de forma a saber como preparar estes cidadãos e cidadãs. Acreditamos que a educação profissional agrícola é estratégica para a conscientização de que o desenvolvimento rural sustentável, que proporciona melhoria na qualidade de vida das populações rurais, é fundamental. Porém, para manter a educação de qualidade em todos os níveis, reconhecemos a necessidade urgente de capacitação continuada dos professores e alunos, de uma readequação curricular à realidade rural e de diretrizes políticas e pedagógicas específicas. Ainda existem muitos problemas na educação profissional voltada ao campo, porém, precisamos ser parte ativa desta história, procurando se auto superar e vencer as dificuldades do setor. Para isso, acreditamos e defendemos o poder do associativismo, cuja união de esforços, além de agregar uma categoria, gera resultados mais efetivos”.

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