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Fronteira da Faixa de Gaza com o Egito é fechada temporariamente e brasileiros ficam retidos

Brasileiros foram autorizados a deixar a Faixa de Gaza nesta sexta. (Foto: Reprodução de vídeo)

A passagem da cidade palestina de Rafah, que separa a Faixa de Gaza do Egito, foi fechada temporariamente no fim da manhã desta sexta-feira (10), no horário de Brasília, por questões de segurança.

Os 34 brasileiros que receberam autorização para sair do território aguardam a reabertura da passagem para deixar a região. A expectativa era de que o grupo saísse nesta sexta do território palestino.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que a passagem foi fechada.

“Apesar de terem sido levados até o posto de controle, eles não puderam passar. A passagem é complexa, porque o posto de controle de Rafah fica aberto durante apenas algumas horas por dia, e existe um entendimento de que ambulâncias passam primeiro. Foi o que aconteceu hoje”, declarou Vieira.

O grupo integra a sétima lista de estrangeiros que haviam sido autorizados a deixar o território nesta sexta. Desde cedo, eles estavam em frente ao posto de controle da cidade fronteiriça de Rafah, que atualmente é a única via de saída da Faixa de Gaza, aguardando para poder sair.

Uma nova tentativa será feita neste sábado (11), segundo afirmou ao g1 o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeias. Ele informou, ainda, que apenas cinco ambulâncias com feridos foram autorizadas a passar pela fronteira nesta sexta, e demoraram para chegar até o posto de controle.

Parte da demora, disse o embaixador, ocorreu por conta da “forte presença militar israelense em combates ao redor de hospitais”, o que fez com que as ambulâncias demorassem para conseguir sair. Mais cedo, o Crescente Vermelho (como é chamada a Cruz Vermelha em países de maioria islâmica) afirmou que uma ação militar de Israel no hospital Al-Quds, no norte de Gaza, deixou um morto e 19 feridos.

A passagem de Rafah fica aberta apenas por algumas horas diariamente, por exigência de Israel e do Egito, que alegam risco de que integrantes do grupo terrorista do Hamas possam cruzar a fronteira.

“Se as ambulâncias puderem sair amanhã, os estrangeiros também poderão, inclusive nossos brasileiros”, disse Candeias.

Quando conseguirem atravessar a fronteira e chegar do lado egípcio, o grupo será repatriado após um caminho por terra e por ar até chegarem ao Brasil. Antes do atraso, a chegada dos repatriados no País estava prevista para a manhã deste domingo (12), em Brasília.

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