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Economia Fundo da Reag, liquidada pelo Banco Central, recebeu R$ 1 bilhão de empresas ligadas à lavagem de dinheiro do PCC

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A PF apontou que a Reag está envolvida no esquema de fraudes do Banco Master

Foto: Reprodução/Instagram
A PF apontou que a Reag está envolvida no esquema de fraudes do Banco Master. (Foto: Reprodução/Instagram)

Comunicados bancários enviados ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelam que o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) Gold Style, administrado pela Reag, recebeu R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela PF (Polícia Federal) como parte do esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) no mercado financeiro.

A Reag Investimentos foi liquidada extrajudicialmente pelo BC (Banco Central) em janeiro. De acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o fundo é administrado, controlado, gerido, custodiado e distribuído pela Reag, que, segundo a PF, estaria envolvida no esquema de fraudes do Banco Master.

Os dados foram enviados pelo Coaf à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado no Senado. As transações correspondem ao período entre 2023 e 2025.

Ao todo, os valores recebidos somam R$ 1 bilhão. Segundo publicações feitas à CMV (Comissão de Valores Mobiliários), o Fundo Gold Style tem um ativo de R$ 2 bilhões.

Dentre o que foi repassado ao Gold Style, estão R$ 759,5 milhões feitos pela Aster Petróleo, distribuidora de combustíveis ligada ao PCC. De acordo com as investigações da Operação Carbono Oculto, a distribuidora era usada na engrenagem do grande esquema de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos em todo o setor de combustíveis de oito Estados brasileiros.

O comunicado foi feito pelo Banco do Brasil, em agosto de 2024, antes da deflagração da operação. Além da Aster, o Gold também recebeu R$ 158 milhões da BK Bank, uma fintech apontada pelas investigações da Polícia Federal como um dos núcleos financeiros usados pelo PCC para lavar dinheiro.

O fundo também recebeu R$ 175 milhões da Inovanti Instituição de Pagamento, fintech apontada em comunicados bancários ao Coaf como uma instituição que movimentou mais de R$ 778 milhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas pela Operação Carbono Oculto.

Um comunicado feito ao Caof pela Reag, administradora do fundo, informou que, além dos valores recebidos, o Gold Style enviou R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, empresa que teve o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como diretor entre 2021 e 2024.

O comunicado foi feito uma semana após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, em setembro de 2025.

A Reag também foi alvo da Operação Compliance Zero, a mesma que investiga o Banco Master e que levou o banqueiro Daniel Vorcaro à prisão em 4 de março.

A suspeita dos investigadores é que a empresa atuou na estruturação e administração de uma “ciranda” de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro.

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