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Mundo Fuzilamento nos Estados Unidos: Donald Trump diz que decidirá se execução de prisioneiro será transmitida ao vivo

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"Ao mostrar, talvez outras pessoas não façam o que ele fez", disse o presidente estadunidense. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tomará a decisão final sobre a possibilidade de transmissão ao vivo da execução por fuzilamento de Nidal Hasan, autor de um ataque em Fort Hood. Segundo ele, “há duas linhas de pensamento: não mostrar ou mostrar”. Para o presidente estadunidense, “ao mostrar, talvez outras pessoas não façam o que ele fez. Sei o que os militares gostariam de fazer, mas nós tomaremos a decisão”, pontuou.

O anúncio do secretário de Defesa, Pete Hegseth, de que a execução do atirador condenado pelo massacre em Fort Hood seria exibida publicamente pegou de surpresa integrantes do Pentágono e do Exército. Hegseth fez o anúncio em uma entrevista ao podcaster de direita Jack Posobiec, a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln. Ele havia visitado a embarcação para fazer um discurso à tripulação, dando as boas-vindas aos militares que retornavam de uma missão no Oriente Médio.

“Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público, porque elas precisam entender que há consequências graves para esse tipo de coisa”, disse Hegseth durante a entrevista.

Foi a primeira vez que muitos integrantes do Exército e do Pentágono ouviram falar da possibilidade de tornar pública a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, no Texas. Imediatamente, surgiram dúvidas sobre o que significaria torná-la “pública”. O Exército tem regulamentos sobre quem pode assistir a uma execução militar, incluindo familiares do condenado e das vítimas, representantes da imprensa e um capelão militar.

No entanto, Hegseth, o secretário interino do Exército, Adam Telle, e o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, junto com sua equipe, decidiram que “público” significaria transmitir a execução ao vivo pela internet, segundo uma das fontes familiarizadas com o assunto. Em seguida, o Pentágono confirmou a decisão à imprensa, afirmando em um comunicado: “O secretário está correto. A execução será transmitida ao vivo. Mais detalhes serão divulgados.”

O Exército encaminhou as perguntas ao Pentágono, e um porta-voz da pasta afirmou que não tinha nada a acrescentar além da confirmação feita nesta semana de que a execução seria transmitida ao vivo.

A ideia chocou muitos militares da ativa e veteranos e provocou uma reação contrária de democratas e republicanos. O vice-presidente JD Vance demonstrou dúvidas sobre a possibilidade de a transmissão ao vivo realmente acontecer. Ele disse não saber “se isso de fato vai acontecer”, mas afirmou que, caso ocorra, “não vou assistir”.

“Quando realizamos execuções públicas, acabamos com tudo o que os Estados Unidos representam”, disse um oficial do Exército que participou de várias missões no Oriente Médio. “O dano geracional causado por permitir que militares uniformizados fiquem diante de um homem em uma cadeira de rodas e assistam enquanto ele é morto a tiros é irreparável.”

O presidente Donald Trump apoia a ideia de uma execução por fuzilamento. “Estamos aplicando a pena de morte a um homem que matou 14 soldados há alguns anos. Pena de morte por fuzilamento, e ele merece”, disse o presidente, sob aplausos, durante um evento na Casa Branca em homenagem a Cristóvão Colombo.

Trump afirmou que não participou da decisão de transmitir a execução ao vivo, acrescentando: “Mas entendo a decisão”. Questionado por jornalistas na Casa Branca, sobre a transmissão, o presidente disse que seu governo tomaria uma decisão a respeito, reiterando que Hasan será morto “por fuzilamento”. Ele não respondeu quando um repórter perguntou se assistiria à transmissão ao vivo.

O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), Brendan Carr, disse ao programa Squawk on the Street, da CNBC, que, segundo seu entendimento, a execução não seria exibida na televisão aberta. Ele acrescentou, porém, que deixaria a decisão a cargo de Hegseth e de “suas decisões sobre como proceder”.

Muitos detalhes sobre a transmissão ainda não foram definidos, e várias fontes disseram que autoridades estão trabalhando para encontrar respostas desde o anúncio. Uma segunda fonte familiarizada com o assunto afirmou que está sendo tomado muito cuidado na escolha dos soldados que atirarão contra Hasan, levando em consideração os possíveis impactos psicológicos de participar da execução. Segundo a fonte, uma unidade específica foi selecionada para realizar o procedimento. (Com informações do portal g1)

tags: Mundo

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