Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2026
O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) realizou um exercício militar na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, como preparação para uma inspeção da Organização das Nações Unidas (ONU). Pela primeira vez, houve a participação de mulheres na atividade.
O objetivo da inspeção é a revalidação do Nível 3 no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU (UNPCRS), patamar mais alto de prontificação para tropas globais. A inspeção avalia a Força de Reação Rápida (QRF), uma unidade de elite treinada para responder com agilidade e precisão em cenários de conflito e instabilidade. Desde que o Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz das Nações Unidas foi criado, em 2015, é a primeira Força Singular a conquistar esse status.
Para manter o selo de excelência, a tropa brasileira precisa demonstrar que cumpre integralmente os padrões internacionais de doutrina, treinamento e equipamento. Desde a primeira avaliação em 2021, o Brasil tem se consolidado como um dos principais fornecedores de expertise militar para a ONU. A manutenção do Nível 3 coloca o País em uma seleta lista de nações capazes de enviar contingentes de alta prontidão para missões humanitárias e de pacificação em contextos de crise internacional.
Em julho de 2021, inspetores da Organização das Nações Unidas estiveram no Rio de Janeiro para avaliar o desempenho do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de Força de Paz de Emprego Rápido. O relatório final da Visita de Avaliação e Assessoramento, que elevou a tropa ao nível 2 do sistema, destacou que “os Fuzileiros Navais do Brasil possuem mentalidade expedicionária, móvel e ágil; altos padrões de prontidão operativa e de pessoal; forte comando e controle; elevada moral e disciplina e são bem treinados”.
Durante os exercícios de demonstração desta semana, o capitão de fragata Fernando Lima, comandante da Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos, listou os avanços tecnológicos da Força, que incluem sistema integrado a caminhões que permite o transporte seguro de pessoal e material, utilização de aeronaves remotamente pilotadas para reconhecimento e de robôs para manipulação de objetos suspeitos, além do uso estratégico de cães farejadores treinados para identificar ameaças explosivas em veículos e áreas urbanas.
Inclusão feminina
Segundo o comando da Marinha, a inclusão feminina amplia a capacidade operacional em missões de paz, facilitando a interação com populações vulneráveis e cumprindo diretrizes de gênero da própria ONU. “A certificação atesta que o Brasil possui uma tropa profissional, moderna e pronta para ser desdobrada em qualquer lugar do mundo sob a bandeira das Nações Unidas”, afirmou a Marinha em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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