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Geral G20 no Brasil terá reuniões em 17 cidades; Porto Alegre é uma delas

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Em setembro, o Brasil recebeu simbolicamente a Presidência do G20 no evento realizado na Índia. (Foto: Ricardo Stuckert)

O Brasil assume dentro de duas semanas a presidência do G20, reunindo as maiores economias do mundo nesse foro central na governança global, em meio à multiplicação de crises na cena internacional.

Para seu ano na presidência do grupo, o governo Lula coordenará 100 reuniões ministeriais e técnicas com os países membros, convidados e organizações internacionais, envolvendo os mais variados temas da agenda internacional.

Para isso, o governo definiu 17 cidades para sediar esses encontros, destacando-se a escolha de capitais no Nordeste. A lista é a seguinte:

– 1- Brasília;

– 2- Rio de Janeiro;

– 3- Salvador;

– 4- Manaus;

– 5- São Paulo;

– 6- Fortaleza;

– 7- Foz de Iguaçu;

– 8- Recife;

– 9- Campinas;

– 10- Maceió;

– 11- Cuiabá;

– 12- Belém;

– 13 – Santarém;

– 14- Teresina;

– 15- São Luís;

– 16- Belo Horizonte;

– 17- Porto Alegre.

Teresina, a calorosa capital do Piauí, vai acolher de 18 a 20 de março reunião da força tarefa de combate à fome e à pobreza. Cuiabá reunirá ministros de Turismo, atraídos pelo Pantanal. Belém terá encontros sobre saúde e finanças sustentáveis. Manaus vai sediar encontros sobre desenvolvimento, inovação, sustentabilidade climática e bio economia. Foz de Iguaçu terá encontros de transição energética, infraestrutura e finanças sustentáveis, por exemplo.

As primeiras reuniões das maiores economias do mundo já ocorrerão dentro de um mês em Brasília, no Palácio do Itamaraty: nos dias 11 e 12, encontro dos ‘sherpas’, os principais negociadores da trilha política, e nos dias 14 e 15 reunião de vice-ministros de finanças.

No meio, no dia 13, uma reunião vai juntar as delegações dos trilhos político e financeiro, correspondendo a uma instrução do Palácio do Planalto. O governo brasileiro quer buscar alianças de combate global à fome e à pobreza e de combate às mudanças climáticas, durante sua presidência do G20. E a trilha financeira do grupo é considerada essencial para buscar consenso na mobilização de recursos para responder a essa ambição política.

Assim, a ideia é propor uma convergência desde o começo entre as trilhas política e de finanças. A avaliação é de não adianta os países definirem o que consideram a melhor política pública, se não alocarem ao mesmo tempo os recursos necessários para sua implementação. Com a pouca cooperação internacional, atualmente, porém, não se pode ter muita expectativa sobre isso.

Somente em janeiro e fevereiro serão realizadas 19 videoconferências do G20, discutindo textos que vão em seguida para reuniões ministeriais.

A primeira grande reunião ministerial de impacto será a de chanceleres nos dias 21 e 22 de fevereiro no Rio de Janeiro. Provavelmente vai ocorrer na Marina da Glória. O ministro Mauro Vieira vai coordenar o encontro que terá tanto o secretário de Estado americano, Antony Blinken, como o ministro russo Sergey Lavrov e o chinês Wang Yi, com uma agenda mais carregada não só com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, como no Oriente Médio e no Cáucaso, além de outros conflitos.

Também em fevereiro será a vez de São Paulo acolher no prédio da Bienal a reunião dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais das maiores economias do mundo, num cenário de desaceleração econômica global, uma China fragilizada e os EUA com melhor desempenho do que o esperado, a União Europeia tentando se recuperar em meio à subida de riscos e incertezas ligadas às tensões geopolíticas, e os emergentes sempre correndo riscos.

No primeiro semestre, mais 70 reuniões de grupos de trabalho vão ser organizadas em diferentes pontos do país. No segundo semestre, estão previstas 22 reuniões ministeriais. Tudo isso culminará em 18 e 19 de novembro com a cúpula dos chefes de Estado e de governo do G20 no Rio de Janeiro, quando Lula receberá Joe Biden, Xi Jinping e outros líderes.

A cúpula deve ocorrer no Museu de Arte Moderna na capital carioca. É onde provavelmente Biden e Xi Jinping poderão voltar a se reunir bilateralmente, após o encontro ocorrido ontem em São Francisco (EUA). Eles concordaram na quarta-feira em restabelecer as comunicações entre as forças armadas de seus países, tentando diminuir as tensões entre as duas superpotências militares, tecnológicas e econômicas mais importantes do mundo.

Uma licitação de cerca de R$ 350 milhões deve ocorrer no começo de 2024 pela central de compras do Ministério da Gestão e Inovação. Será contratada uma empresa, ou consórcio, que prepare os eventos do G20 para todos os ministérios: envolve aluguel de sala, carros, gerenciar hospedagens (o Brasil só paga as despesas da delegação brasileira), assegurar o buffet ao lado das salas de reunião, as flores, etc.

Esse montante não envolve pagamento de eventos culturais. Cada cidade ou ministério vai ter de buscar parcerias. Manaus promete show com indígenas, Teresina provavelmente terá espetáculo de baião.

A realização do G20 no Brasil coincide com o ano de eleição para prefeitos no país. As informações são do jornal Valor Econômico.

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