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Mundo G7 enfatiza vacinas e retomada pós-Covid na 1ª cúpula de Biden e última de Merkel

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Líderes do G7 posam para "foto de família" da cúpula em Cornwall, na Inglaterra, em 11 de junho de 2021.

Foto: Fotos Públicas
Líderes do G7 posam para 'foto de família' da cúpula em Cornwall, na Inglaterra, em 11 de junho de 2021. (Foto: Fotos Públicas)

A reorganização de um mundo abalado pela pandemia de Covid-19 é pauta determinante do encontro do G7 deste ano, que começou nesta sexta-feira (11) e vai até domingo em Carbis Bay, na região da Cornualha, no Reino Unido.

Antes mesmo do início oficial da cúpula, o governo britânico anunciou na quinta (10) a distribuição de 1 bilhão de doses de vacinas pelos membros do G7 a países pobres, com o objetivo de acabar com a pandemia até 2022.

O evento também é cercado pela expectativa da primeira participação de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, em sua primeira viagem internacional no cargo.

Um tema certamente levado à mesa será a necessidade de fortalecimento das democracias, um assunto que o presidente norte-americano quer impor inclusive para se distanciar de seu antecessor, Donald Trump, e para reforçar sua posição antes do encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, marcado para 16 de junho, na Suíça.

Ao chegar ao Reino Unido para o encontro do G7, na noite de quarta-feira, Biden fez questão de afirmar que “vamos deixar claro que os EUA estão de volta e que as democracias do mundo estão unidas para enfrentar os desafios mais difíceis e as questões que mais importam para o nosso futuro”.

Outro destaque é a última participação de Angela Merkel em um G7. A mais experiente do grupo, ela já esteve em 15 eventos deste tipo, mas vai deixar o cargo de primeira-ministra da Alemanha em alguns meses. Em sua despedida, ela deve negociar com Biden a situação do gasoduto Nord Stream 2, que ela apoia, mas que, segundo os EUA, deve prejudicar a Ucrânia e fortalecer a Rússia.

Convidados

Além dos Estados Unidos e do Reino Unido, também compõem o Grupo dos Sete Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. Este ano, foram convidados a participar da cúpula Austrália, Índia, África do Sul e Coreia e do Sul.

Paralelos à programação oficial, acontecem ainda uma série de encontros bilaterais, como um já programado entre Biden e Justin Trudeau, primeiro-ministro canadense, para discutir a questão de Meng Wanzhou, executiva da Huawei, que luta contra a extradição do Canadá para os EUA por acusações de fraude.

Reuniões entre ministros de diversas áreas irão tratar de assuntos específicos, como Saúde, Comércio, Desenvolvimento e Meio Ambiente, enquanto grupos discutem questões ligadas à juventude, mulheres, ciência, sociedade civil e trabalho, entre outros.

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