Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de abril de 2021
A volta do ex-presidente Lula ao jogo eleitoral, com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de anular as condenações do petista, reforçou do outro lado do tabuleiro a intenção de aliados de Jair Bolsonaro para que ele se filie a um partido com estrutura robusta. A principal aposta hoje é o retorno ao PSL.
O antigo partido do presidente seria o único com “paridade de armas”, com fundo eleitoral e tempo de rádio e TV capazes de disputar contra o PT no próximo ano. Um dos principais fiadores dessa tese de reconciliação é o ‘01’, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).
Fundo eleitoral
Ainda não há cálculo do valor do fundo eleitoral no ano que vem, mas, por terem as maiores bancadas, PT e PSL saem na frente. Em 2020, o partido de Lula levou R$ 201 milhões, e o PSL, R$ 199 milhões.
“O presidente vai precisar viajar, ter uma campanha muito ativa e sem os recursos não vai dar”, afirmou o deputado Carlos Jordy (RJ). Assim como outros parlamentares, ele defende a reconciliação, mas desde que haja expulsão de alguns deputados, como Joice Hasselmann (SP).
Em comparação, o Patriota, com quem o Planalto vinha tendo boas conversas até aqui, recebeu R$ 35 milhões do fundo no ano passado.
Clã
Pessoas próximas ao clã Bolsonaro garantem que nada ainda é certo e que seja bem provável que o presidente só bata o martelo no limite legal para sua filiação, seis meses antes da disputa.
Outros partidos, como Republicanos, PP e PSC, são aliados do presidente, mas há resistência dos caciques em abrir espaço em definitivo para o clã.
Um ministro de Bolsonaro dá como certo o apoio do PP e do PL em 2022 porque são partidos mais apegados à liberação de emendas. Faltaram na lista, porém, PSD, Republicanos e DEM, que também têm ministros na Esplanada.
Nova cirurgia
O presidente Jair Bolsonaro informou, na última sexta-feira (16), que vai passar por uma nova cirurgia para corrigir uma hérnia. Trata-se da sétima operação de Bolsonaro após a facada que ele sofreu em setembro de 2018, durante a campanha eleitoral. A confirmação de que o presidente terá de ser mais uma vez internado ocorreu durante conversa com apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada.
“É verdade que o senhor vai passar por uma nova cirurgia?”, perguntou um eleitor bolsonarista. “Está muito curioso, hein, cara?” respondeu Bolsonaro. “Eu estou ficando muito barrigudo aqui. Acho que vai ser lipoaspiração. Pega mal, né? Botox. É ou não é? Pega mal”, afirmou, rindo.
Foi então que ele admitiu a necessidade de nova intervenção. “Talvez, neste ano, mais umazinha aí. Mas é tranquilo, hérnia. Eu tenho uma tela aqui na frente, está saindo o bucho pelo lado. Então, tenho que botar uma tela do lado também”, comentou.
De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente fará o procedimento ainda neste ano porque em 2022 ele quer se dedicar à campanha da reeleição.
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