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Brasil Os gastos de brasileiros no exterior caíram 7,87% em julho na comparação com o mesmo mês em 2017

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Dólar alto torna passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, mais caras. (Foto: Divulgação)

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,731 bilhão em julho deste ano, informou nesta segunda-feira (27) o BC (Banco Central). Com isso, foi registrada uma queda de 7,87% frente ao mesmo mês do ano passado, quando as despesas lá fora somaram US$ 1,879 bilhão.

É o segundo mês consecutivo de queda nas despesas de brasileiros no exterior. De janeiro a julho, as despesas de brasileiros lá fora ficaram em US$ 11,304 bilhões, alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2017.

Crescimento da economia

A queda nas despesas no exterior ocorreu no meio de um cenário de forte alta do dólar – fator que torna as viagens ao exterior mais caras. A variação da moeda tem reflexo no valor de hotéis e de passagens, por exemplo. No começo deste ano, o dólar estava cotado em cerca de R$ 3,26. Passou para R$ 3,32 em março e para R$ 3,85 no fim de junho.

Com o aumento das incertezas políticas no Brasil, a moeda norte-americana chegou a ser cotada a mais de R$ 3,90 em julho e ultrapassou a casa dos R$ 4 em agosto. No início do ano passado, estava em R$ 3,27. Recuou para R$ 3,16 em março daquele ano, avançou para R$ 3,30 em junho de 2017, mas fechou o mês de julho em queda, cotado a R$ 3,11.

Gastos de estrangeiros no Brasil

Em julho deste ano, informou o Banco Central, os estrangeiros gastaram US$ 417 milhões no Brasil, com estabilidade frente ao patamar registrado no mesmo mês de 2017 (US$ 440 milhões). Já no acumulado do ano, os gastos de estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 3,657 bilhões – aumento de 4,5% frente ao mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 4,499 bilhões.

Alta do dólar 

A alta do dólar já chega à mesa do brasileiro. Com a moeda norte-americana ultrapassando os R$ 4,10, o varejo começa a repassar o avanço da divisa aos consumidores. Já ficaram mais caros ou vão subir nos próximos dias óleo de soja, alho, azeite, pães, biscoitos e carnes, com altas a partir de 5%.

Aves e suínos devem ter aumento de pelo menos 15%, segundo estimativa da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Para o Natal, supermercados preveem pagar, no mínimo, mais 50% pelo quilo do bacalhau e repassar boa parte do aumento para o preço na prateleira. As informações são do jornal O Globo.

“Trabalhávamos com dólar na casa de R$ 3,50 para 2018, no início do ano, quando o preço dos grãos estava 50% menor”, disse Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Segundo dados da entidade, o preço do milho subiu, em média, 53% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o farelo de soja subiu 43%. “Os grãos representam até 70% dos custos de produção do frango e até 75% no caso dos suínos”, contou Santin.

Segundo o economista André Braz, analista de inflação da FGV (Fundação Getulio Vargas), o impacto nos alimentos vai depender da duração do avanço da moeda americana. Ele ressaltou que, neste primeiro momento, serão reajustados mais rapidamente os produtos ligados ao dia a dia, como derivados de soja, milho e trigo, como pães e massas em geral, além de carnes de boi, frango e porco.

 

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