Segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 29 de junho de 2026
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) alerta para o encerramento, nesta terça-feira (30), da campanha extraordinária de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), voltada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não receberam o imunizante anteriormente. Com aplicação mediante dose única, o fármaco é a principal forma de prevenção do câncer de colo do útero, pênis, ânus, boca e orofaringe.
“O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e pode ser associada a praticamente todos os casos de câncer de colo do útero”, reforça o órgão. A estratégia foi lançada pelo Ministério da Saúde no ano passado, a fim de ampliar a proteção do público nessa faixa etária contra o vírus e os cânceres decorrentes. A orientação é de que todos os brasileiros, tanto do sexo feminino quanto do masculino, realizem o procedimento.
Oferecida de forma gratuita nos postos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País, a vacina é quadrivalente, pois protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros são considerados de baixo risco e estão mais associados ao surgimento de verrugas genitais, os demais envolvem um alto risco de evolução para câncer, sendo responsáveis por cerca de 70% dos casos relacionados à doença.
No calendário nacional de rotina, o fármaco é ofertado regularmente a meninas e meninos na faixa etária dos 9 aos 14 anos. “É importante que nos casos em que não se possa confirmar o histórico vacinal, o indivíduo seja considerado como não iminizado e, portanto, receba a dose”, esclarece a SES.
Cobertura vacinal
A meta de cobertura para a vacinação contra o papilomavírus humano entre as crianças e os adolescentes de 9 a 14 anos no Brasil está definida atualmente em 90%. Dados recentes indicam avanço na imunização, especialmente entre o público feminino, mas é importante que os índices sejam ainda maiores.
Em 2024, os índices foram de 87,1% no público feminino e 71,1% no masculino. Já no ano passado, essa abrangência apresentou expansão para 91% entre meninas e quase 80% entre meninos, respectivamente.
Apesar da melhora, a Secretaria Estadual da Saúde reforça a importância de se ampliar a vacinação entre os meninos e de aproveitar a estratégia extraordinária para alcançar adolescentes mais velhos que ainda não se imunizaram.
Preconceito e desinformação estão entre os principais obstáculos à adesão. Autoridades e especialistas consideram que o principal estigma é a falsa crença de que imunizar adolescentes estimula o início da vida sexual, quando na verdade a vacina contra o HPV é mais eficaz antes da exposição ao vírus. Mais informações podem ser encontradas no portal saude.rs.gov.br.
(Marcello Campos)
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Maravilhosa essa campanha. Os jovens vão se vacinar contra o HPV e vão ser estimulados a se envolver sexualmente sem preservativo e vão contrair HIV. E o Estado vai arcar com os custos da vacina e com os custos do trstamento para o HIV. Eu não faria essa troca.