Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2021
Há um ano, o projeto Gelotecas iniciou em Canoas. A ideia é levar a leitura para as comunidades carentes e que não tem acesso à cultura. De lá pra cá, o projeto cresceu, e hoje, já está presente em dezenas de cidades gaúchas.
Uma geladeira colorida e bonita no meio da rua guarda uma surpresa: ao abrir as pessoas se deparam com vários livros. O idealizador do projeto Gelotecas é o Adriano. A ideia surgiu durante a pandemia. A primeira geladeira fez sucesso e, em meses, elas viraram outras 90 espalhadas por 15 cidades gaúchas.
“Onde as crianças não tem e nunca tiveram acesso a leitura, e nem o hábito de ler. Hoje, as crianças vêm todos os dias e quando eu digo todos os dias, não é exagero. No começo, eles não queriam ler e eu comecei a entregar gibis nas mãos deles, e eles começaram a me pedir mais. Eu falei para eles que se trouxessem os que eu tinha dado, eles poderiam trocar para pegar outros”, contou o idealizador do projeto Geloteca, Adriano Dplay.
A comunidade que deseja ter uma Geloteca pode entrar em contato com o projeto. A organização será encaminhada para uma liderança do bairro. O Rafa é quem cuida de uma Geloteca instalada em Esteio, no Vale dos Sinos. E a ideia é ter mais delas na cidade.
“A nossa ideia é fazer com que cada bairro de Esteio, e também da nossa região tenha uma Geloteca que incentive, cada vez mais, o jovem a pegar um livro na mão e compartilhar boas histórias no seu território”, destacou o rapper Rafa Rafuagi.