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Notícias Generais apontam “deslealdade” e condenam campanha de difamação movida contra integrantes do Alto-Comando

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Cúpula do Exército discutiu situação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, preso desde o dia 3.(Foto: Reprodução)

A conduta de ex-integrantes do governo de Jair Bolsonaro que planejaram aliciar comandantes de batalhões e de brigadas para passar por cima de membros do Alto-Comando do Exército contrários a um golpe de Estado opõe generais a militares bolsonaristas.

Quatro meses após os atos de 8 de janeiro, expoentes do bolsonarismo continuam desprezados pelos colegas, que se sentem constrangidos a cada nova descoberta feita pela Polícia Federal envolvendo militares da ativa e da reserva que assessoraram o ex-presidente. Generais veem “deslealdade”, condenam a campanha de difamação movida contra integrantes do Alto-Comando e não há mais convívio entre os dois grupos.

Na última semana, a cúpula do Exército se reuniu em Brasília para tratar de questões administrativas, como orçamento e operações com outros países. Outro tema, porém, rondou o encontro: a situação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e preso sob suspeita de fraudar cartões de vacina contra covid.

A discussão sobre um golpe de Estado está registrada nos celulares de Cid e do ex-major Ailton Barros, também detido por suspeita de envolvimento no esquema de adulteração de dados de vacinação. Em diálogo revelado pela CNN Brasil, o coronel Élcio Franco trama um golpe com o ex-major.

Barros diz na conversa com Franco que era preciso convencer o general Carlos Alberto Rodrigues Pimentel, do Comando de Operações Especiais, com sede em Goiânia, a mobilizar 1,5 mil homens para prender o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Franco, então assessor da Casa Civil e ex-número 2 do Ministério da Saúde, não demonstra contrariedade à proposta feita pelo amigo.

Foi da mesma brigada de Goiânia que saiu o coronel José Placídio Matias dos Santos, que no 8 de janeiro convocou colegas para um golpe: “Onde estão os briosos coronéis com tropa na mão?” Placídio defendia passar por cima dos generais. O coronel trabalhou no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) com o general Augusto Heleno, que saiu desgastado do governo Bolsonaro, assim como Luiz Eduardo Ramos, Eduardo Pazuello e Braga Netto.

Conselho

Até o momento, nenhum desses militares é alvo do Conselho de Justificação, que pode declarar o acusado indigno para o oficialato, cassando posto e patente. O Alto-Comando do Exército decidiu aguardar as investigações da PF e o processo no STF – o caso de Placídio está com Moraes. Se condenado a mais de dois anos de prisão, os conselhos serão abertos e o militar, expulso.

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