Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2025
Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (E) na gestão Bolsonaro foi o quinto réu interrogado
Foto: ReproduçãoO ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) general Augusto Heleno recorreu ao direito de permanecer em silêncio e não respondeu a perguntas formuladas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo penal sobre suposta trama golpista.
Quinto réu a ser interrogado na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), Heleno só respondeu a perguntas formuladas pelo próprio advogado, Matheus Milanez.
A informação de que Heleno ficaria em silêncio diante das perguntas de Moraes foi dada pelo advogado. Diante da indicação feita pela defesa, Moraes fez as perguntas que havia preparado para o general, de forma a deixar registrado no processo os questionamentos.
Na sequência, o ministro passou a palavra para o advogado de Heleno, que fez as suas perguntas. O advogado indagou Heleno sobre o vídeo de uma reunião no Palácio do Planalto em que o ex-ministro disse que era preciso “virar a mesa” antes das eleições de 2022, porque, após o pleito, seria mais difícil.
O ex-ministro disse que as falas foram dadas em sentido figurado. Ele também saiu em defesa de Jair Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente sempre disse que ia agir “dentro das quatro linhas” da Constituição.
“Importante colocar que o presidente Bolsonaro disse que ia agir dentro das questões linhas e eu segui isso o tempo todo”, declarou. Heleno também negou ter politizado o Gabinete de Segurança Institucional e os órgãos subordinados a ele.
Bronca do próprio advogado
Em um momento do interrogatório, o advogado Matheus Milanez deu uma bronca no próprio cliente, o general Augusto Heleno. “A pergunta é só ‘sim’ ou ‘não’, desculpa”, advertiu o advogado no momento em que Heleno respondia a uma pergunta feita por ele.
Na ocasião, o advogado perguntou: “O senhor coordenou uma ação da Abin [Agência Brasileira de Inteligência] ou orientou a Abin para que a agência produzisse relatórios e documentos com informações falsas sobre a eleição de 2022?”
Na resposta, Heleno afirmou: “De maneira nenhuma. Não havia clima. O clima da Abin era muito bom”. Depois dessa resposta, veio a advertência. Em seguida, Heleno demonstra surpresa, sorri e diz: “Po…, desculpa”.
Diante da reação de Heleno, o ministro Alexandre de Moraes afirma: “Não fui eu, general Heleno, que fique nos anais aqui do Supremo, foi o seu advogado”. O advogado então agradece ao ministro e reforça que as respostas deveriam ser apenas “sim” ou “não”.
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Quem cala consente.
Genten é uma corvadia sem limite o comportamento do General de Exército AUGUSTO HELENO, em ficar calado, diante do Ministro Alexandre de Moraes. Que coisa feia um General de Exército fica se urinando, ou seja se mijando perante um Ministro.