Sábado, 03 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política General Augusto Heleno nega, em depoimento, participação nos atos de 8 de janeiro

Compartilhe esta notícia:

"Se eu tivesse sido articulador, eu diria aqui. Eu acho que o tratamento que estão dando a essa palavra 'golpe' não é um tratamento adequado", disse Heleno

Foto: Divulgação/Agência Brasil
"Se eu tivesse sido articulador, eu diria aqui. Eu acho que o tratamento que estão dando a essa palavra 'golpe' não é um tratamento adequado", disse Heleno. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

General Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro, foi ouvido nesta quinta-feira (1°) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF).

Aos deputados, o general defendeu que “para se aplicar um golpe de Estado no país seria necessário um líder”. Heleno foi questionado sobre áudios de militares ligados ao ex-presidente em que discutiam um plano. Ele negou ter participado e afirmou que o termo ‘golpe’ foi banalizado.

“Se eu tivesse sido articulador, eu diria aqui. Eu acho que o tratamento que estão dando a essa palavra ‘golpe’ não é um tratamento adequado. Porque um golpe, para ter realmente sucesso, ele precisa ter um líder principal, alguém que esteja disposto a assumir esse papel de liderar um golpe. Não é uma atitude simples, ainda mais em um país do tamanho e da população do Brasil.”

Augusto Heleno garantiu que aconselhava Bolsonaro no sentido de não tomar atitudes drásticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele, no entanto, não quis comentar se o reconhecimento da vitória de Lula teria acalmado os apoiadores do ex-presidente.

Sobre uma transmissão ao vivo nas redes sociais em que o ex-presidente atacou as urnas eletrônicas, o general disse não se lembrar da transmissão e que confiava “em termos” nos equipamentos.

“Eu acredito, em termos, mas eu acho que é preciso que haja uma evolução da urna eletrônica, para que ela seja totalmente confiável. Houve uma série de questionamentos em relação à confiabilidade da urna. Isso é normal em um regime democrático. Isso é normal. O resultado da eleição foi respeitado.”

Sobre acusações de que teria aparelhado o GSI, o general contou que durante a transição de governos passou todas as informações ao general Gonçalves Dias, que ocupou o GSI nos primeiros meses deste ano, durante o governo do presidente Lula da Silva.

“O general Gonçalves Dias (eu sempre tive um bom relacionamento com ele), e me coloquei à disposição para conversar com ele sobre o que ele quisesse. Meu secretário executivo fez quatro palestras pra ele [general Gonçalves Dias], em uma delas ele levou, inclusive, o ministro [Aloizio] Mercadante. Então foi passado tudo que ele quisesse saber sobre o GSI. [O secretário executivo] colocou pra ele [Gonçalves Dias] que ele tiraria [do GSI] quem ele quisesse e colocaria quem ele quisesse.”

A CPI terminou com bate boca após o general Augusto Heleno defender o regime militar no Brasil.

O deputado distrital Gabriel Magno, do PT, ao questionar o general, afirmou que foi um “atentado contra os direitos humanos, contra a vida, contra os direitos políticos e contra os direitos físicos dos brasileiros”.

Heleno respondeu que a ação impediu o Brasil de virar um país comunista. “O deputado acha que o movimento de 64 matou mais de mil pessoas, o que não aconteceu. Acha que foi um movimento de vingança, de ódio, quando o movimento de 64 salvou o Brasil de virar um país comunista isso não tem nenhuma dúvida”.

Após a declaração, iniciou-se discussão e o presidente da CPI, deputado Chico Vigilante, encerrou o depoimento.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Presidente da Ucrânia diz que “definitivamente não foi por nossa causa” que encontro com Lula não aconteceu
Emenda apresentada por Mourão garante a titulares do BPC continuidade ao direito a créditos e financiamentos
Pode te interessar