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Notícias Geraldo Alckmin terá 44% do horário eleitoral no rádio e na TV. Os líderes, Jair Bolsonaro e Marina Silva, dependerão da internet

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No RS, disputam o Palácio Piratini José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB). (Foto: TSE/Divulgação)

Líderes na corrida eleitoral nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade) terão, juntos, menos de 5% do espaço da propaganda de TV e rádio, que começará no dia 31 deste mês. Sem perspectiva de alianças relevantes, os dois candidatos serão obrigados a tentar suprir na internet a fragilidade estrutural de suas campanhas.

Em cada bloco do horário eleitoral, Bolsonaro terá direito a 7 segundos, menos de 1% do total. Marina, que fechou aliança com o PV, aparecerá por 24 segundos – pouco mais de 3% do programa.

O maior tempo de TV será o do tucano Geraldo Alckmin, com cerca de 44% de todo o espaço da propaganda – 5 minutos e 32 segundos por bloco. O candidato do PT e Henrique Meirelles (MDB) vêm logo em seguida, com cerca de 17% e 15% , respectivamente, conforme o jornal Folha de S.Paulo.

O tempo oficial de propaganda será definido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na segunda quinzena deste mês, após o registro das candidaturas.

A propaganda dos candidatos a presidente na TV e rádio durará 35 dias. Às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, os candidatos a presidente terão direito a dois blocos fixos de 12 minutos e 30 segundos cada um, à tarde e à noite.

O que as campanhas consideram como sendo o “filé” está no formato das “inserções” ou “spots”, exibidos ao longo da programação. São curtas peças, de 15 ou 30 segundos de duração, veiculadas diariamente, de 31 de agosto a 4 de outubro, nos intervalos comerciais das emissoras.

Alckmin terá direito a cerca de 12 inserções de 30 segundos a cada dia, por emissora. O candidato do PT e Henrique Meirelles terão quatro, cada um. Já Marina Silva terá apenas um spot por dia e Jair Bolsonaro terá uma inserção a cada três dias.

A propaganda eleitoral na TV tem sido, historicamente, um dos principais mecanismos de campanha presidencial, essencial para vitórias e derrotas.

Ciro Gomes (PDT) naufragou, em grande parte, em 2002 em decorrência da campanha negativa de que foi alvo. Na época, o PSDB veiculou, entre outras peças, uma cena em que ele chamava de “burro” um ouvinte de uma emissora de rádio durante uma entrevista.

Nas últimas eleições foi a vez de Marina Silva (Rede) ser abatida. Após a morte de Eduardo Campos (PSB) em acidente aéreo, ela assumiu a cabeça de chapa e chegou a empatar na liderança das pesquisas com Dilma Rousseff (PT). Uma campanha negativa contra ela comandada pelo marqueteiro de Dilma, João Santana, tirou-a do segundo turno.

O País teve sete eleições presidenciais desde o fim da ditadura militar. Em quatro delas, venceu aquele que teve o maior tempo de propaganda na TV (FHC em 1994 e 1998, Dilma em 2010 e 2014). Em duas, o vitorioso foi o que teve o segundo maior tempo (Lula em 2002 e 2006). O ponto fora da curva ocorreu na primeira disputa, em 1989 – Ulysses Guimarães (MDB) teve o maior tempo, mas ficou em sétimo lugar.

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