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Brasil Gestão Bolsonaro alterou regras do INSS para permitir funcionamento de cartão que impulsionou o Banco Master, diz jornal

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Uma dessas mudanças foi implementada 16 dias após o recebimento de um ofício do Master com a intenção de operação do cartão.

Foto: Reprodução
Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, está preso preventivamente em Brasília desde o início de março de 2026. (Foto: Reprodução/YouTube)

Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fez alterações em regras sobre o crédito consignado para permitir o funcionamento de um cartão de benefícios que impulsionou o Banco Master entre 2022 e 2025, até a derrocada da instituição financeira. Uma dessas mudanças foi implementada pelo órgão federal 16 dias após o recebimento de um ofício do Master com a intenção de operação do cartão.

A criação de normas específicas para o funcionamento do chamado cartão consignado de benefício, no último ano do governo Bolsonaro, alavancou as operações do Credcesta, do Master, uma modalidade de crédito consignado levada para o banco de Daniel Vorcaro por Augusto Lima – os dois viriam a se tornar sócios.

O Credcesta – um cartão consignado que incluía serviços adicionais, como desconto em farmácia e auxílio-funeral– funcionou como um motor do Master, praticamente até a liquidação pelo Banco Central, em novembro do ano passado. Expandiu-se por 24 estados e 176 municípios, com foco em servidores públicos nas esferas estaduais e municipais.

Com a alteração de regras no INSS, o Credcesta passou a operar junto a aposentados e pensionistas do regime geral de previdência, além de beneficiários do BPC (benefício de prestação continuada). Dados compilados pelo INSS, extraídos pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), mostram que os contratos saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024.

Documentos do acordo de cooperação técnica firmado entre o INSS e o Master, obtidos pela Folha, mostram que as regras adotadas sob medida em 2022 permitiram o funcionamento do Credcesta no mesmo ano, com expansão acelerada nos anos seguintes e de forma irregular, conforme a interpretação da atual gestão do INSS.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que o Master sempre atuou em observância a normas e procedimentos estabelecidos pelo INSS para a concessão de crédito consignado, “incluindo os requisitos de formalização, identificação do contratante e comprovação de consentimento”.

Em 25 de março de 2022, o então presidente do INSS, José Carlos Oliveira, assinou uma instrução normativa que passou a permitir operações com cartão consignado de benefício, como o Credcesta, junto a aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC. A instrução normativa alterou regras vigentes desde 2008 e não detalhou como se daria essa operação.

Com base nessa norma, o Master buscou o INSS para que fosse feito um aditivo no acordo de cooperação voltado a operações de crédito consignado. Esse acordo vigorou entre 2020 e 2025, e deixou de ser renovado diante das suspeitas de fraudes em carteiras do banco de Vorcaro, investigadas pela PF (Polícia Federal). Em um ofício ao INSS em 7 de junho de 2022, o Master pediu “aditamento do acordo de cooperação técnica para inclusão do cartão consignado de benefício”. O banco citou, como base para o pedido, a instrução normativa publicada em março.

Até então, não havia um detalhamento sobre como esse cartão deveria operar, o que passou a estar previsto em nova instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União em 23 de junho, 16 dias após o envio do ofício do Master.

Essa segunda norma sobre cartões consignados, como o Credcesta do Master, foi assinada por uma presidente substituta do INSS, Larissa Mora, servidora efetiva do órgão. José Carlos Oliveira havia sido nomeado por Bolsonaro, em 30 de março, para o cargo de ministro do Trabalho e Previdência.

O termo aditivo para inclusão do Credcesta no escopo do acordo de cooperação técnica com o INSS foi assinado em 13 de julho. Quem assinou o aditivo pelo Master foi o diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do banco, Luiz Antonio Bull.

No depoimento no Senado, o ex-presidente do INSS disse que o órgão não tinha capacidade de fiscalizar acordos de cooperação técnica firmados e que esses processos se davam de forma “mecânica”, após passarem por diversos setores da autarquia.

O Master foi a primeira instituição financeira a fazer uso do novo regramento, com início das operações do cartão consignado de benefício, conforme acordos ou aditivos publicados no Diário Oficial da União, referentes a outras instituições financeiras.

Ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro, Oliveira mudou de nome e passou a se chamar Ahmed Mohamad Oliveira. A PF afirma que ele teve participação, de forma estratégica, no esquema de desvio de dinheiro de aposentadorias por meio de descontos fraudulentos. A polícia diz ter existido recebimento de propina pelo ex-gestor.

Bull, por sua vez, foi preso pela PF junto com Vorcaro, na primeira prisão do ex-banqueiro, em 17 de novembro de 2025. Naquele momento, as principais suspeitas investigadas eram de fraude na venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco de Brasília), com créditos inexistentes no valor de R$ 12,2 bilhões.

Vorcaro voltou a ser preso preventivamente, no último dia 4, e negocia um acordo de delação premiada com a PF e com a PGR (Procuradoria-Geral da República). (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)

 

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Fernando Krause
5 de abril de 2026 19:23

Não sejam enganados: o tal CredCesta foi implementado pelo ministro lulopetista Rui Costa quando era governador da Bahia…

ochoavanderlei@gmail.com
5 de abril de 2026 22:31
Responder para  Fernando Krause

Não amola. Perdeu mané kreusa Almeida

vanderlei stefani
5 de abril de 2026 18:35

A armadilha do Campos Neto sendo desvendada, falta pegar o posto Ipiranga do Bozo vigarista.

box1
6 de abril de 2026 05:33
Responder para  vanderlei stefani

🤣🤣🤣 então agora a culpa é do Bozo, se bobear até tu é filho do Bozo kkk!

ochoavanderlei@gmail.com
5 de abril de 2026 15:44

Já pensaram se bolsonaro tivesse dado o golpe? Toda essa falcatrua continuaria. Quantos patifes nessa direita golpista.

Milton
6 de abril de 2026 08:27

Pura verdade

box1
6 de abril de 2026 05:36

A sim Bozo tem aconchavos nos sindicatos , o Lulinha é filho do Bozo e o irmão do Bozo é dono de Sindicato 🤣🤣🤣! Esses vermes relinchantes são uma piada

Eloa Gute
5 de abril de 2026 14:15

Da para entender todas as doenças de Bolsonaro, tudo isso para esconder o envolvimento com o banco Master!

box1
6 de abril de 2026 05:37
Responder para  Eloa Gute

Tu tem é que cuidar é das merdas que teus filhos vandecas falam aqui nos comentários! 🤣

Carlos Heinze
5 de abril de 2026 14:45
Responder para  Eloa Gute

 os contratos saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024.não leu essa parte

Eloa Guterres
5 de abril de 2026 15:55
Responder para  Carlos Heinze

Acho que vo é não leu parte nenhuma, nessa roubalheira não escapa ninguém!!

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