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Brasil O ministro Gilmar Mendes disse que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, armou para atingir o Supremo, mostrando falta de escrúpulo, e tudo que vier dele agora será suspeito

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Para o ministro do Supremo, tudo que vier do procurador agora será "suspeito". (Foto: AG)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes chamou o procurador-geral da República de “desastrado” e o acusou de querer envolver a ele e toda a Corte no episódio da delação de Joesley Batista, que agora pode ser anulada por “omissões gravíssimas”. Gilmar está em Paris (França) e, por telefone, disse que tentou se cometer uma “indignidade” com o STF e que isso foi reforçado com a não divulgação dos áudios que citariam ministros da Corte.

Sem meias palavras, Gilmar disse que a PGR (Procuradoria-Geral da República) terá que ser reconstruída com a saída de Janot. Ao ser perguntado sobre uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, o ministro disse que toda decisão de Janot a partir de agora estará “sob suspeita”.

“Eles tentaram arrastar o STF para a lama em que eles se meteram. Essa atitude tem que ser repudiada. Ele armou isso para atingir o STF. Esse processo todo é desastroso, um fracasso. A PGR terá que ser reconstruída e essa será a tarefa da procuradora Raquel Dodge. A PGR virou, com Janot, uma mula sem cabeça. Mas a institucionalidade no Brasil é muito forte. Devemos ter confiança no futuro. O Brasil sobreviveu a um desastrado na Procuradoria-Geral da República. Temos que ter fé no nosso destino. O que ele tentou fazer no episódio revela sua total falta de escrúpulo”, disse Gilmar.

O ministro ainda afirmou que essa reviravolta no caso JBS, com a revelação do áudio, que pode levar à anulação do acordo de delação de executivos do grupo, ‘é a maior tragédia que já ocorreu na Procuradoria-Geral da República em todos os tempos’. “Não tem nada igual”, disse o ministro.

Gilmar não quis falar sobre o caso do presidente Michel Temer, mas respondeu a uma pergunta sobre uma eventual denúncia. Há ministros que acreditam que o procurador deveria esclarecer primeiro os fatos envolvendo a delação da JBS.

“Tudo que vier do Janot é suspeito”, disse ele.

O ministro argumentou que a atuação de pessoas como o ex-procurador Marcelo Miller apareceriam no futuro, mas que o próprio Janot acabou se antecipando.

“Felizmente, se faz uma Justiça histórica. O fracasso da gestão de Janot, que todas as pessoas responsáveis já sabiam, iria surgir na gestão de Raquel Doge, mas surgiu na sua própria gestão”, disse ele, irônico.

Gilmar ainda fez críticas à mídia, afirmando que ela ajudou a transformar Janot em “mito”.

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