Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Por Flavio Pereira | 6 de outubro de 2026
Presidente estadual do PL desde setembro de 2025, o deputado federal Giovani Cherini apresentou um balanço que revela o histórico da impressionante performance do partido no Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. “Quando assumi a presidência do PL gaúcho, em 2016, tínhamos apenas 17 vereadores, 18 comissões municipais, dívidas e nenhum recurso. Agora, o PL elegeu o governador, 8 deputados federais e 12 deputados estaduais. Começamos praticamente do zero e fomos construindo, degrau por degrau, uma estrutura partidária presente em todo o Estado”, lembra Cherini.
Ele destaca, porém, que “ninguém constrói um partido desse tamanho sozinho. Ratifico o meu agradecimento especial ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a Michelle e Jair Bolsonaro, pois acreditaram no nosso trabalho, o que deu ao Rio Grande do Sul todo o respaldo necessário para que pudéssemos construir essa grande estrutura”.
Em 2024, nas eleições municipais, o primeiro impulso
Em 2024, o PL recebeu centenas de vereadores durante a janela partidária e chegou a milhares de candidatos. Depois das eleições municipais, o partido elegeu 410 vereadores, 37 prefeitos e 47 vice-prefeitos, além da estrutura construída pelo PL Mulher. “Em 2025, ultrapassamos 400 comissões municipais e seguimos avançando com um objetivo claro: estar presentes nos 497 municípios do Estado”, afirma.
“Tínhamos um projeto: eleger o governador do Rio Grande do Sul, um senador, 8 deputados federais e 12 deputados estaduais, além de fortalecer ainda mais a presença do Partido Liberal nos 497 municípios gaúchos. Alguns colocaram essa projeção em dúvida. Nós, porém, sabíamos o que estávamos construindo”, afirma Cherini.
Ele recorda que “essa projeção que fizemos para o crescimento do PL não nasceu de pesquisas ou de cálculos feitos dentro de um gabinete. Nasceu de quem conhece o RS, do trabalho de base, da organização partidária, do apoio do presidente Valdemar Costa Neto, de Michelle e Jair Bolsonaro, além da experiência de parlamentares e lideranças do PL, unidos por um objetivo comum”.
O presidente do PL comemora os números que apontam o Rio Grande do Sul como o Estado onde o PL mais cresceu no país:
“Elegemos Zucco governador do Rio Grande do Sul já no primeiro turno e Sanderson senador pelo PL, que, ao lado de Marcel Van Hattem, representará o nosso Estado no Senado Federal. Ainda, conforme planejado, o PL elegeu 8 deputados federais e 12 deputados estaduais, formando as maiores bancadas do partido no Estado. E, para orgulho de todo o PL, elegemos Adri Cherini, presidente do PL Mulher RS, como a deputada estadual mais votada de todo o Rio Grande do Sul, com 129.492 votos, um resultado de grande expressão eleitoral”.
Giovani Cherini comemora outros números relevantes: “O primeiro e o terceiro deputado federal mais votados do Estado: Maurício Marcon e Giovani Cherini, ambos reeleitos, com 379.834 e 234.171 votos, respectivamente. Na eleição presidencial, o RS também demonstrou a força da nossa base: Flávio Bolsonaro venceu no Estado com 55,64% dos votos válidos, alcançando mais de 3,5 milhões de votos e avançando para o segundo turno da eleição presidencial”.
Definida equipe de transição de Zucco
Ontem, Zucco definiu como coordenador-geral da equipe de transição Leonardo Pascoal, e os nomes de Cezar Schirmer, atual secretário do Planejamento da Prefeitura de Porto Alegre, e dos técnicos Leandro Sonne, Alencar Capucci e Norton Baum. Eles serão os responsáveis pelas primeiras tratativas sobre a estruturação do futuro governo.
Governador Eduardo Leite define equipe de transição
Ontem, o governador Eduardo Leite (PSD) confirmou os dois nomes que devem fazer a transição com o novo governo: Ranolfo Vieira, secretário-chefe da Casa Civil, e Danielle Calazans, atual secretária de Planejamento, Governança e Gestão do Estado (SPGG). Ranolfo fará a coordenação política da transição, enquanto Danielle cuidará da parte técnica do processo.
Gabinete da transição será no Instituto Caldeira
Luciano Zucco, a partir de segunda-feira, vai despachar em uma estrutura que chamou de Casa do Diálogo, no Instituto Caldeira. O espaço será destinado a agendas e reuniões do governador eleito com instituições, federações, entidades e representantes da sociedade. A parte administrativa da transição não funcionará no local.
Primeira reunião de Luciano Zucco com Eduardo Leite
O governador eleito Luciano Zucco terá, na sexta-feira, o primeiro encontro com o governador Eduardo Leite no Palácio Piratini, para definir o cronograma da transição.
Reunião com Flávio Bolsonaro
Nesta quarta-feira (7), o governador eleito terá uma reunião com Flávio Bolsonaro (PL) para tratar de pautas de interesse do Rio Grande do Sul e participar das articulações para o segundo turno da eleição presidencial. Ele quer definir uma agenda de Flávio Bolsonaro no Estado durante a campanha.
PP e União Brasil, partidos com ministérios no governo Lula, decidem apoiar Flávio Bolsonaro
O PP e o União Brasil, que formam uma federação, anunciaram que estão abandonando a canoa de Lula e declararam apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, numa derrota importante, revés para o presidente Lula. PP e União Brasil têm muitos cargos na Esplanada petista e se mantiveram neutros na eleição geral no primeiro turno, quando Lula ainda era considerado favorito nas eleições.
Pesquisa da Febraban indica que 70% dos bancos projetam mais corte na Selic ainda em 2026
A propósito das projeções sobre taxas de juros, tema tratado nesta coluna, o jornalista Flávio Pereira recebeu da Febraban (Federação Nacional dos Bancos) a seguinte nota:
“A expectativa de crescimento para a carteira de crédito total em 2026 é de 8,9%, revela a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban, que ouviu 20 bancos entre 22 e 28 de setembro. De acordo com o levantamento, o resultado reflete a alta projetada no avanço da carteira direcionada. A pesquisa é realizada de 45 em 45 dias, logo após a divulgação da ata da última reunião do Copom.
A maioria (55%) dos bancos respondentes segue esperando uma desaceleração gradual neste 2º semestre, diante dos programas governamentais e mercado de trabalho resiliente. Por outro lado, 30% acreditam em uma desaceleração do crédito mais pronunciada neste fim de ano.
A pesquisa captou que a mediana dos participantes (50%) espera que a taxa Selic encerre 2026 em 13,50% a.a., com o ciclo de cortes retomando em março de 2027. O restante dos respondentes se divide em 30,0% que não enxerga mais cortes em 2026 e 20,0% que espera a taxa básica em 13,25% a.a. ou menos. Nenhum dos bancos respondentes enxerga queda no Copom de dezembro de 2026.” (Por Flavio Pereira – Instagram: @flaviorrpereira)
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