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Cinema Globo de Ouro 2020 adiciona Jennifer Aniston e Reese Witherspoon na lista de apresentadores

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Jennifer Aniston e Reese Witherspoon, ambas estão concorrendo por The Morning Show. (Foto: Reprodução)

Dessa vez, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood confirmou as participações de alguns indicados ao longo da cerimônia do Globo de Ouro, que acontece neste domingo (05): Jennifer Aniston, Reese Witherspoon (ambas concorrendo por The Morning Show), Cate Blanchett (Cadê Você, Bernadette?), Brad Pitt, Leonardo DiCaprio (ambos por Era Uma Vez em… Hollywood), Antonio Banderas (Dor e Glória), Jennifer Lopez (As Golpistas), Helen Mirren (Catherine the Great), Christian Bale (Ford vs Ferrari), Kit Harington (Game of Thrones).

Rachel Weisz, Naomi Watts, Jason Bateman, Lauren Graham, Ansel Elgort, Nick Jonas, Gwyneth Paltrow, Wesley Snipes, Jason Momoa, Zoe Kravitz, Da’Vine Joy Randolph, Matt Bomer, Elton John e Bernie Taupin também são novidades na lista de apresentadores — se juntando a Ana de Armas, Pierce Brosnan, Tim Allen, Margot Robbie, Harvey Keitel, Salma Hayek, Amy Poehler, Rami Malek, Scarlett Johansson, Dakota Fanning, Chris Evans, Charlize Theron, Kate McKinnon, Will Ferrell, Daniel Craig, Glenn Close, Tiffany Haddish, Octavia Spencer, Sofia Vergara, Kerry Washington e Ted Danson..

O ano que passou foi bastante significativo para a indústria cinematográfica. Após um longo imbróglio contra a irrefreável Netflix, o mercado e badalados cineastas se renderam ao streaming: exceto o Festival de Cannes, que, engessado, continua olhando para a plataforma online como sua pior antagonista. Para o tradicionalíssimo evento francês, Netflix não é cinema. Mas o que é cinema? A dúvida ficou ainda mais cortante quando um cineasta do quilate de Martin Scorsese lançou pelo canal seu novo filme, O Irlandês: um cinemão na melhor definição que o termo pode ter. No calor da discussão, Scorsese fez outra afirmação que sacudiu o meio: filmes da Marvel é que não são cinema. Nem Thanos, o grande vilão roxo e insuperável do estúdio, esperava por essa.

Na queda de braço entre o que é e o que não é cinema, tanto Cannes quanto Scorsese têm lá certa razão, mas estão longe de ganhar a briga. A prova é o Globo de Ouro deste ano. Erroneamente considerada uma prévia do Oscar – na verdade, está mais para um esquenta – a cerimônia gosta de surpreender. É mais ousada e menos previsível que a festa da Academia de Hollywood: e também comete mais erros. Seus indicados comprovam que entre heróis, Netflix e “Scorseses” há lugar para todo mundo, contanto que estejam dispostos a tirar o espectador do lugar de conforto. Este sim, o principal papel do cinema.

Na categoria de melhor filme dramático, o prêmio elegeu logo três títulos da Netflix: O Irlandês (de Scorsese), o badalado História de um Casamento (de Noah Baumbach, diretor pop do cinema independente) e Dois Papas (dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles). À primeira vista, os longas parecem completamente distintos entre si. Scorsese investiga os bastidores da máfia nos Estados Unidos. Baumbach escrutina o fim de um casamento. Enquanto Meirelles ri das idiossincrasias e diferenças de dois pontífices. No cerne, os três são muito parecidos: todos são ancorados em grandes atuações, diálogos cativantes e observações criativas sobre microuniversos que, no fundo, são universais.

Concorrem com o trio, veja só, Coringa, o filme sensação do ano saído do criticado mundo dos super-heróis: mas que se mostra tão próximo do que Scorsese faz. O popular longa estrelado por Joaquin Phoenix nada mais é que um mergulho numa sociedade degenerada e em seus personagens violentos, frutos daquela realidade — alguma semelhança com O Irlandês?. Por fim, outro forte nome na disputa é o drama de guerra 1917 – que chega ao Brasil em 23 de janeiro. Dirigido por Sam Mendes, vencedor do Oscar por Beleza Americana (1999), o longa tem sido amplamente elogiado ao fazer um recorte da I Guerra Mundial, com enfoque em dois soldados com uma missão perigosa. A disputa é tão acirrada que é difícil prever um vencedor.

Cenário parecido se repete na categoria de filme cômico. Outro celebrado diretor aparece entre os indicados: Quentin Tarantino concorre com seu Era Uma Vez em… Hollywood. Ele disputa o troféu lado a lado com o ousado longa da Netflix (ela de novo!) Meu Nome é Dolemite, de Craig Brewer, com Eddie Murphy, e o musical não menos chocante Rocketman, sobre a vida de Elton John. Entre Facas e Segredos, uma releitura de Agatha Christie com elenco estrelado, também está no páreo. Mas o longa que mais tem levantado sobrancelhas na categoria é Jojo Rabbit, sátira sobre o nazismo e o nacionalismo protagonizada por um garotinho alemão que tem como “amigo” um Hitler imaginário. A controversa produção assinada por Taika Waititi (de Thor: Ragnarok), que chega ao Brasil em fevereiro, motivou discussões que irritaram da direita à esquerda, assim como conquistou diversos elogios. Afinal, cinema é para isso mesmo.

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