Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2026
A Gol está ajustando sua malha aérea, com redução ou suspensão de voos em algumas rotas, em meio à alta do combustível de aviação. Até o momento, a empresa ainda não confirmou quais destinos foram cortados, mas enfatizou que as suspensões entram em vigor apenas em fevereiro de 2027.
Segundo a companhia, o preço do querosene de aviação (QAV) dobrou e o insumo representa cerca de 40% de seus custos operacionais.
Em nota, a empresa afirmou que o planejamento das rotas é um processo contínuo e acompanha as necessidades da operação. Segundo a Gol, as mudanças são feitas “sem qualquer distinção ou priorização regional”.
A companhia informou que continuará oferecendo alternativas de viagem aos passageiros, seja por meio de voos com conexão — quando é necessário trocar de avião durante o trajeto —, seja por parcerias com outras empresas aéreas.
A Gol afirma ter mais de 60 acordos de codeshare e interline, modalidades de parceria que permitem às companhias comercializar voos em conjunto ou integrar trechos de uma mesma viagem.
O que é recomendado aos passageiros?
Os passageiros que compraram passagens diretamente com a Gol podem solicitar remarcação, crédito ou reembolso pela Central de Atendimento, nos telefones 0300-115-2121, no Brasil, e +55 11 3471 2973, no exterior.
Quem adquiriu bilhetes com milhas deve gerenciar a reserva diretamente com a Smiles. Os contatos são 0300 115 7001, para clientes Smiles ou da categoria Prata; 0300 115 7007, para clientes Ouro e Diamante; e +55 11 991 824 233, pelo WhatsApp, para clientes Magno, com atendimento 24 horas.
Já os passageiros que compraram passagens por meio de agências de viagens devem procurar a própria agência para resolver questões relacionadas à reserva.
A Gol não foi a primeira companhia aérea a relatar impacto. Em junho deste ano, a Latam anunciou a previsão de um crescimento menor na capacidade no terceiro trimestre deste ano, em relação ao que estava projetado anteriormente pela empresa.
No mesmo mês, o CEO da Azul, John Rodgerson, disse em entrevista que a companhia havia cortado até aquele momento cerca de 5% de sua capacidade.
Em sua 82ª Assembleia-Geral Anual, realizada no Rio de Janeiro, a Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo) passou a prever uma queda no lucro das companhias aéreas para US$ 23 bilhões (cerca de R$ 119 bilhões) em 2026.
O número representa metade do lucro estimado em 2025 (US$ 45 bilhões). Anteriormente, a associação projetava, em 2026, lucro de US$ 41 bilhões. A previsão considera companhias aéreas de todos os continentes.
De acordo com a entidade, as empresas aéreas foram impactadas pelos efeitos da guerra no Irã e pela alta no preço dos combustíveis. (Com informações dos portais G1 e Folha de S. Paulo)
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