Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2019
Bruno Fernandes, mais conhecido como goleiro Bruno, saiu em liberdade nesta sexta-feira (19). O réu cumprirá o restante da pena em regime semiaberto e poderá dormir em casa. Ele teria que dormir na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Varginha (Minas Gerais), porém a instituição ainda não pode receber presos e o município não possui outros locais designados para isso.
Nesta quinta (18), o juiz Tarciso Moreira de Souza, da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da comarca de Minas Gerais, concedeu progressão ao regime semiaberto para Bruno, Ele tinha uma falta grave por encontrar mulheres em horário de trabalho externo, mas, houve a retirada da punição, pelo Tribunal de Justiça de MG. Com isso, o magistrado decidiu conceder o benefício.
Sem a falta, para o juiz, o réu cumpre as exigências necessárias para a mudança, pois já cumpriu o tempo necessário da pena em regime fechado. Souza compreende, assim, que Bruno já está apto para ser reinserido na sociedade.
Liberdade
A partir de agora, o goleiro deverá ter uma audiência de instrução, onde serão fixadas as condições da progressão de regime. Em regime semiaberto, Bruno deverá seguir regras como manter seu endereço atualizado à Justiça; comparecer em juízo todo mês; permanecer em casa entre 20h e 6h, além de domingos e feriados; não se envolver em nenhum tipo de crime; comprovar que está trabalhando; dentre outras.
O crime
O goleiro Bruno foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão pela morte da mãe de seu filho, Eliza Samúdio, e por sequestro e cárcere privado do menino. O corpo da vítima nunca foi encontrado. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas a Justiça entendeu que o crime prescreveu e a pena foi extinta.
Eliza teria ido com Macarrão e um adolescente, do Rio de Janeiro para Minas Gerais, com a promessa de um apartamento e pensão alimentícia. Porém, ela sofreu agressões no caminho e, novamente, no local. Bruno, Macarrão e o adolescente a teria levado para Vespasiano, onde as investigações apontam que ela foi estrangulada pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e, após, desossada em uma mala que viria a ser queinmada após.
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