Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de outubro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ligou para o CEO da Google, Sundar Pichai, e pediu a ele para mudar o nome do Oceano Atlântico para “Oceano das Américas”, mas teve seu pedido rejeitado. A revelação ocorreu durante discurso em comício na Carolina do Sul na quarta-feira (21).
Trump foi ao estado norte-americano para apoiar a candidato do Partido Republicano ao Senado dos EUA, Darline Graham, nas eleições legislativas de meio de mandato.
Segundo Trump, Pichai rejeitou o pedido porque os oceanos “são diferentes” de outros corpos d’água anteriormente renomeados pela Google, porque banham muitos países. O líder norte-americano, então, disse ao público que desistiria da investida e ainda brincou em renomear o Oceano Pacífico apenas para irritar a Europa.
“Eu só gosto de dois oceanos, o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico. Não vou colocar nem ‘Trump’ nem ‘América’ (pronome de EUA) em nenhum outro oceano além desses dois. Então, liguei para o (CEO da) Google Maps e conversei com um cara brilhante, Sundar. Eu disse: ‘Sundar, estou pensando no Oceano Atlântico. Você consegue cuidar disso?’ ‘Não, não, não, desta vez não vou fazer isso.’ Ele disse: ‘Os oceanos são diferentes, senhor. Eles banham muitos países. Por favor, não nos peça para fazer isso.’ Então, provavelmente vou desistir”, afirmou Trump.
O Google, que pertence à Alphabet, mudou o nome do Golfo do México para “Golfo da América” em seus mapas para usuários dos Estados Unidos depois que Trump ordenou a alteração, em janeiro de 2025.
No início do mês, Trump havia mencionado ter vontade de mudar nome do Oceano Atlântico ou do Pacífico para “Oceano das Américas”, em uma investida para renomear corpos d’água em homenagem aos EUA —como já aconteceu com o Lago Ontário e o Golfo do México.
“Temos um lago e temos um golfo. Agora precisamos de um rio e precisamos de um oceano”, brincou Trump.
Uma outra frente que Trump defendeu em setembro também seria mudar o nome do estado do Novo México para “Nova América”. O presidente dos EUA também gosta de colocar seu próprio nome em monumentos e instituições norte-americanas, como o fez nesses quase dois anos desde que retornou à Casa Branca.
Bens públicos rebatizados
A lista de bens públicos rebatizados com o nome de Trump vem aumentando neste segundo mandato do republicano. O Instituto da Paz dos EUA, fundado em 1984 e financiado pelo Congresso americano, se tornou o Instituto de Paz Donald J. Trump. O Kennedy Center, importante centro cultural de Washington, passou a se chamar Trump Kennedy Center antes que uma decisão judicial ordenasse a retirada do nome do presidente da fachada do prédio.
Na Flórida, aliados de Trump rebatizaram uma rodovia e o aeroporto de Palm Beach em homenagem ao líder. Também em Washington, onde vários prédios públicos ganharam imensas fotografias do presidente em suas fachadas, o republicano pretende dar seu nome à nova ala da Casa Branca que está construindo e ao arco do triunfo que planeja erguer na capital. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal Folha de S.Paulo.
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