Sexta-feira, 06 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Governistas divergem da decisão do presidente do Senado de manter quebra de sigilos de Lulinha

Compartilhe esta notícia:

Votação causou empurra-empurra entre parlamentares da comissão. (Foto: Reprodução de vídeo)

Membros governistas da CPMI do INSS têm avaliação divergente da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que manteve a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aprovada na última quinta-feira (26).

Após a votação, houve confusão e empurra-empurra na sessão. Governistas se aproximaram da mesa para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos durante a confusão.

A base de apoio ao governo no Congresso argumentou que o presidente da CPI mista, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contou apenas sete votos contrários ao requerimento, quando, na verdade, 14 parlamentares teriam se posicionado contra. Os governistas usaram imagens da sessão para sustentar essa tentativa de anulação.

Na terça-feira (3), Alcolumbre não aceitou esse argumento da base e afirmou que 14 votos não formariam maioria para derrubar a quebra de sigilo. De acordo com ele, seriam necessários 16 votos.

Aliado de primeira hora de Alcolumbre, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), acatou a decisão do presidente do Senado e descartou entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a votação.

“Agiu como magistrado diante da questão. Balizado pelo entendimento da advocacia e da consultoria do Senado, se manifestou. Nós nos curvamos ao entendimento”, declarou Randolfe.

Os deputados Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG), por outro lado, criticaram a decisão de Alcolumbre.

“De fato foi uma decisão que violou o regimento interno, violou os nossos votos. Nós votamos. Será que numa próxima nossos votos serão respeitados?”, questionou Santana.

No dia da votação, após o resultado ser proclamado pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), Santana e Correia se envolveram no tumulto na mesa da comissão quando socos foram desferidos.

Para Santana, a votação simbólica não prevê a contagem de maioria absoluta e sim do contraste entre os favoráveis, que permanecem sentados, e os contrários, que se levantam ou erguem a mão.

“Se for pra ter maioria absoluta, a votação tinha que ser nominal, não precisa ter mais votação simbólica, tem que banir. Porque como é que eu meço a maioria absoluta? Votando individualmente, não é no contraste”, argumentou.

Em sua justificativa, Alcolumbre argumentou que o quórum de votação era de 31 senadores e que no momento da votação do requerimento para a quebra dos sigilos de Lulinha, apenas 14 senadores estavam contra, quando o necessário era de 16.

“Neste caso concreto, 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos postos em votação. Porém, ainda assim, esse número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. A maioria, com esse quórum, portanto, equivale 16 parlamentares”, disse Alcolumbre.

Votação tumultuada

O motivo dos questionamentos feitos por parte dos integrantes da CPMI foi a votação dos requerimentos que incluíam a quebra do sigilo.

A decisão ocorreu de maneira simbólica, ou seja, por contraste visual – um método de votação em que não há contagem da quantidade exata de votos, mas sim uma análise do panorama de votos (pessoas em pé, mãos levantadas) visualmente.

Viana destacou que suplentes não teriam direito a voto. Os parlamentares a favor deveriam permanecer sentados, enquanto os contra se levantaram para se manifestar. Viana fez a contagem em voz alta e afirmou que foram sete votos contrários, desconsiderando suplentes.

“Tem suplente aí. Só os titulares”, reiterou. “Sete, a pauta está aprovada”, emendou Viana.

Apesar disso, considerando o registro do painel de votações da CPMI, os 14 congressistas da base estavam atuando como titulares no momento da votação. Um suplente do mesmo bloco partidário vota quando o titular da vaga está ausente.

Governistas se aproximaram da mesa para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos durante a confusão.

Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos no empurra-empurra estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Flávio Bolsonaro deixa Tarcísio “para trás” e já é o presidenciável favorito de bolsonaristas
Governistas evitam atrito com o presidente do Senado após caso Lulinha e tentam preservar Jorge Messias para ser ministro do Supremo
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x