Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de agosto de 2015
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou nesta segunda-feira (24), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que o governo federal avalia fazer uma reforma administrativa que deverá cortar dez dos atuais 39 ministérios até setembro. Além do enxugamento das pastas, destacou Barbosa, o Executivo federal pretende fazer uma “racionalização da máquina pública”, com redução de secretarias e até integração de órgãos públicos.
A reforma administrativa, relatou o titular do Planejamento, está sendo coordenada pessoalmente pela presidenta Dilma Rousseff. O assunto foi debatido nesta segunda-feira na reunião de coordenação política do Palácio do Planalto, que contou com a presença da chefe do Executivo e de ministros do núcleo político.
“Essa reforma administrativa, em linhas gerais, seguirá cinco diretrizes: a primeira é uma redução no número de ministérios. Uma redução de dez ministérios de referência. Estamos trabalhando com a meta de reduzir o número de ministérios em dez”, informou Barbosa na entrevista coletiva concedida ao lado do ministro das Cidades, Gilberto Kassab.
Além da redução de ministérios e secretarias, o governo pretende enxugar o número de cargos comissionados no Executivo, que, atualmente, gira em torno de 22 mil pessoas. Barbosa afirmou que, até o final de setembro, todos os integrantes do primeiro escalão terão de apresentar propostas de redução de órgãos internos e de cargos comissionados.
Segundo o ministro, o Planalto também pretende intensificar ações de redução de despesas de custeio, como contas de água e luz do governo. Ele disse que os ministério já trabalham para reduzir os gastos de manutenção e a ideia é ampliar a iniciativa. Barbosa informou, por exemplo, que os ministérios devem negociar novos contratos de prestação de serviços, como transporte de funcionários, para economizar.
Outra diretriz, de acordo com ele, é o aperfeiçoamento na gestão do patrimônio da União. Segundo Barbosa, imóveis que não sejam mais “necessários” podem ser vendidos. “Vamos lançar um programa que vai fazer a venda desses imóveis e racionalizar a venda desses imóveis onde isso for possível”, afirmou.
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