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Brasil Governo avalia margem para meta inferior a 170 bilhões de reais em 2017

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O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo interino de Michel Temer pretende definir nesta terça-feira (5) a meta fiscal de deficit para o setor público em 2017 que será enviada nesta semana ao Congresso Nacional.

Em reunião preliminar, realizada na noite desta segunda-feira (4) no Palácio do Planalto, o governo federal avaliou que há espaço para que o valor seja inferior a R$ 170 bilhões, o que foi estabelecido para 2016.

No encontro, a equipe econômica defendeu a adoção de um patamar de R$ 150 bilhões, o que tem sido considerado exagerado pelo núcleo político, que tem pregado um valor intermediário de cerca de R$ 160 bilhões.

A reunião teve as participações do presidente interino e dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento), Geddel Vieira Lima (Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Números preliminares da equipe econômica apontam para a possibilidade de se chegar a uma meta entre R$ 140 bilhões e R$ 150 bilhões.

Na semana passada, Oliveira afirmou que a meta fiscal de 2017 está sendo calculada e será superior a R$ 100 bilhões.

O ministro disse ainda que irá tomar medidas de aumento de receita para que o resultado seja menor que os R$ 170,5 bilhões deste ano.

O QUE É A META?

É uma estimativa, feita pelo governo, de qual será a diferença entre o que ele vai arrecadar – com tributos, por exemplo – e gastar – com obras, educação, saúde, salários do funcionalismo etc.

E EU COM ISSO?

O desequilíbrio das contas públicas afeta o cidadão comum de várias formas.

Algumas delas:

a) eleva os juros para quem quer pegar empréstimo ou comprar em prestações
b) dificulta investimentos das empresas, o que pode reduzir a oferta de emprego
c) reduz a oferta e a qualidade do serviço público

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