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Geral Governo brasileiro quer que menina operada nos EUA devolva verba

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Júlia passou por uma cirurgia na medula. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde recorreu à Justiça Federal para que a família da menina Júlia Marcheti Ferraz, 5 anos, devolva aos cofres públicos o valor de 42 mil dólares destinados ao pagamento de uma cirurgia na medula, à qual a garota foi submetida nos Estados Unidos. Júlia foi diagnosticada aos 8 meses com leucomalácia periventricular, doença que causa rigidez muscular e compromete os movimentos dos membros. A família alega que o procedimento, realizado no Estado do Missouri, era a única esperança para que a criança voltasse a andar.

No entanto, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) está habilitado a fazer o mesmo tipo de tratamento pelo qual Júlia passou em janeiro. A própria unidade de saúde informou ter condições de realizar a cirurgia dias antes da viagem da família aos EUA.

Os pais conseguiram uma liminar obrigando a União a pagar as despesas hospitalares no exterior. Mesmo diante da nova possibilidade de tratamento no Brasil, a Justiça manteve a decisão provisória e Júlia pode fazer a cirurgia. Para isso, a família precisou penhorar dois carros e entregou 44 mil reais como caução. Eles só terão os bens de volta caso vençam o processo na Justiça Federal.

A menina se recupera em Ribeirão Preto. Ela continua o tratamento com uma equipe de fisioterapeutas.

Audiência

Nessa quarta-feira, dois médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto prestaram depoimento à Justiça Federal. A neuropediatra Carla Caldas afirmou que os pais de Júlia tinham conhecimento de que a instituição tem condições de realizar a mesma cirurgia feita nos EUA.

O pai de Júlia, Alexandre Ferraz, também compareceu à audiência e levou vídeos que, segundo ele, comprovam a evolução da garota após a cirurgia. Ferraz disse que o procedimento realizado no Hospital das Clínicas é para crianças com paralisia de nível 4 e 5 – o nível de Júlia é 3. A briga na Justiça pelo pagamento da cirurgia da criança começou em dezembro de 2014. (AG)

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