Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2024
Especialistas consideram grave o fato de um presídio de segurança máxima contratar uma empresa sem saber quem é o verdadeiro dono.
Foto: DivulgaçãoO governo federal contratou uma empresa em nome de um “laranja” para fazer obras de manutenção dentro do presídio federal em Mossoró (RN), de onde presos ligados ao Comando Vermelho fugiram no último dia 14. A companhia tem faturamento anual de R$ 195 milhões, mas seu dono, no papel, é um beneficiário do auxílio emergencial que mora na periferia de Brasília.
O contrato foi assinado em abril de 2022, na gestão de Anderson Torres no Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL), e prorrogado um ano depois, em abril de 2023, na gestão de Flávio Dino, do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os contratos foram firmados por meio dos respectivos setores que cuidam de presídios no ministério, sem a participação direta dos ex-titulares da pasta.
Especialistas consideram grave o fato de um presídio de segurança máxima contratar uma empresa sem saber quem é o verdadeiro dono. Uma das suspeitas investigadas é a de que uma obra teria facilitado a fuga dos criminosos – a primeira na história dos presídios de segurança máxima do País.
Havia mais de uma obra em andamento. Ainda não foi apontada, porém, qual delas teria ajudado os criminosos. Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, o Deisinho, ainda não foram encontrados, e as buscas entraram no 8º dia.
Em nota, o Ministério da Justiça informou que acionará “os órgãos competentes federais para que seja realizada rigorosa apuração referente à lisura da empresa citada”. Destacou também que, na assinatura do contrato, em 2022, a empresa cumpriu todos os requisitos técnicos, apresentou todas as certidões de conformidade e vinha cumprindo todas as suas obrigações.
Já a empresa afirmou que a reportagem é “imprudente” ao classificar o dono como laranja, mas não esclareceu os questionamentos levantados. Também não quis dar informações sobre a atuação em Mossoró.
A empresa em questão é a R7 Facilities, sediada em Brasília. Ela foi contratada para realizar obras de manutenção no presídio federal de Mossoró por R$ 1,7 milhão. A companhia informou, em balanços de 2023, ter R$ 353 milhões em contratos ativos com os setores público e privado.
Apesar do tamanho da companhia, o sócio-administrador é um técnico de contabilidade que recebeu 12 parcelas do auxílio emergencial, benefício pago a cidadãos em vulnerabilidade financeira durante a pandemia da covid. Gildenilson Braz Torres, de 47 anos, tem como endereço uma casa simples no Riacho Fundo, região periférica do Distrito Federal, e não soube dar informações sobre a operação da empresa.
Defesa
Em nota, a empresa R7 Facilities alegou que é “imprudente” e “preconceituoso” se referir a Camilo e Gildenilson como laranjas. “O senhor Wesley Camilo foi sócio da empresa R7 Facilities e o senhor Gildenilson é o atual sócio, como pode ser verificado em documentos públicos junto à Junta Comercial do Distrito Federal.” A empresa se recusou a comentar sobre a fuga dos dois presos ligados ao Comando Vermelho, não especificou como atua no Rio Grande do Norte e não informou se irá colaborar com as investigações.
O Ministério da Justiça, em nota, destacou que a empresa cumpriu requisitos na fase de contratação e vinha cumprindo as obrigações contratuais conforme exigia a lei. Também ressaltou que as condições da fuga dos presos são investigadas pela Polícia Federal.
“A empresa citada atendeu todos os requisitos técnicos para a assinatura do contrato, realizada em abril de 2022, tendo apresentado todas as certidões de conformidade junto a órgãos públicos, como Receita Federal, Tribunal de Contas da União, Tribunal Superior do Trabalho, Ministério da Gestão, Inovação e Serviços Públicos, entre outros. Sobre o serviço prestado, de acordo com nota técnica emitida pela fiscalização do contrato, a empresa vinha cumprindo todas as suas obrigações, obedecendo os parâmetros preestabelecidos legalmente”, diz a nota.
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Bancada da mídia golpista fazendo foxico…
kkkkk….mais uma perola.
“Pra início de conversa”, acaso pedi tua opinião ???
Pra início de conversa, “O contrato foi assinado em abril de 2022, na gestão de Anderson Torres no Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL).”
Quanto à renovação nos mesmos moldes, errou quem não fez a coisa certa.
Agora a mídia que revela verdades contra o lulopetismo virou “golpista” e “fuxiqueira”…
https://www.estadao.com.br/…/prisao-de-mossoro-governo…/
A empresa foi contratada ainda no governo Bolsonaro.
DOIS governos SEGUIDOS de DUAS correntes políticas OPOSTAS fizeram C****A… isso fala muito sobre a classe política na “República de Bananas” (e sobre seus eleitores também)…
O principal nestes casos seria apurar as fiscalizações sobre o andamento da obra e as liberações dos recursos financeiros para a Contratada, ou seja o Fiscal, Gestor e Coordenador do Contrato!
Gente eu sempre disse que no Brasil, só existe 02 (dois) partidos, um que come e outro que quer comer, acontece que todops estão comendo. O governo BOLSONARO, através do seu Ministro da Justiça Anderson Torres, contratou uma Empresa para fazer Obras no presídio de MOSSORO/RN, dirigida por um Laranja? O contrato foi realizado em abril de 2022, pesando em se perpetuar no Poder, não sabiam que iam perder eleição. Portanto fizeram um contrato fajuta. O outro governo através do Ministro da Justiça Flavio Dino resolveu renovar o contrato dessa Empresa dirigida por um Laranja., pois deve ter visto que… Leia mais »
Esse Anderson e esse Jair esta0 doltos porque???