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Economia Governo decide elevar imposto pago por bancos de 15% para 20%

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No início da semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o governo avaliava a possibilidade de elevar tributos dependendo do andamento das medidas de ajuste fiscal no Congresso. (Foto: Wenderson Araujo/AFP)

O governo decidiu elevar em 5 pontos percentuais, para 20%, a alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de bancos e outras instituições financeiras, como corretoras, em mais uma medida de ajuste fiscal, disse uma fonte do governo. “O aumento vai ser feito por medida provisória”, disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

A elevação da alíquota vai criar, de acordo com cálculos do governo, uma receita adicional ao ano de 3 bilhões de reais a 4 bilhões de reais. As ações dos bancos vêm sofrendo na Bovespa desde o início da semana, quando começaram a surgir especulações sobre a elevação de tributos sobre o setor e o fim do juro sobre capital próprio.

No início da semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o governo avaliava a possibilidade de elevar tributos dependendo do andamento das medidas de ajuste fiscal no Congresso.

As mudanças realizadas pelo Congresso até o momento nas medidas provisórias 664 e 665, que alteram as regras de acesso a benefícios previdenciários e trabalhistas, reduziram a expectativa de ganho com essas medidas neste ano em 3,5 bilhões de reais, de acordo com estimativas do governo. As MPs ainda estão tramitando no Legislativo.

O governo também já não pode contar com a estimativa de ganho de 5 bilhões de reais neste ano com a reversão parcial da desoneração da folha de pagamento das empresas, já que provavelmente as mudanças entrarão em vigor apenas no fim do ano.

Nesta quinta-feira (21), a Receita Federal voltou a divulgar dados decepcionantes sobre a arrecadação, que caiu em abril para 109,24 bilhões de reais, no pior resultado para o mês em cinco anos. Técnicos da Receita disseram que novas medidas tributárias seriam adotadas para reforçar as contas públicas.

Para retomar a confiança do investidor, o governo está perseguindo uma meta de superávit primário neste ano de 66,3 bilhões de reais, equivalente a cerca de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas nos 12 meses encerrados em março, o setor público ainda registra déficit primário de 0,7% do PIB.

A elevação da CSLL não é o primeiro aumento de tributos adotado pelo governo neste ano. Em janeiro, o governo anunciou a retomada da cobrança da Cide-Combustível, elevação da alíquota do IOF nas operações de crédito de pessoas físicas e do PIS/Cofins de produtos importados.

Além do aumento de tributos, o governo também irá promover um grande redução nos gastos. Deve ser anunciado ainda nessa sexta-feira (22) o contingenciamento do Orçamento deste ano, que poderá chegar a 80 bilhões de reais.

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