Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Colunistas Governo Dilma e PSDB juntos

Compartilhe esta notícia:

Dilma assumiu a escolha de todos os cargos do setor elétrico. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Ilimar Franco

 

O governo e os tucanos deram as mãos. Ambos dizem que o aprovado não é o fim do Fator, mas apenas uma mudança. O Planalto quer mitigar a derrota. Os tucanos, mascarar a incoerência. A tese da mudança é a de que os futuros aposentados poderão escolher entre dois sistemas. Mas qual aposentado adotará o que reduz seus direitos? O sistema atual vai sobreviver no papel (e residual), mas não na vida real. O Fator foi sepultado.

Que vitória é essa?

A Fazenda esperava segurar as despesas em R$ 18 bilhões com as MPs 665 e 664. Na 665, votada semana passada, as mudanças levaram a uma perda de R$ 3 bilhões. Na quarta-feira, o governo conseguiu aprovar a 664, mas foi derrotado em dois destaques. A do Fator é a mais polêmica e, segundo a área econômica, a perda será de R$ 40 bilhões em dez anos. Mas do ponto de vista imediato, a estimativa é de que seja de R$ 2 bilhões. O primeiro revés foi patrocinado pelo PTB. O segundo foi obra do PP. A legenda aprovou a retirada de artigo que mudava para 30 dias o pagamento, pelas empresas, do salário do trabalhador de licença médica. Hoje, as empresas pagam o salário por 15 dias, antes de o INSS assumir. A perda, nesse caso, será de R$ 1 bilhão.

O resgate

Se depender da coordenação política, o PDT será mantido no Ministério do Trabalho. Depois de ter votado contra o governo nas MPs 664 e 665, os trabalhistas garantiram ao vice Michel Temer que apoiam a redução da desoneração da folha.

Batido o martelo

O ministro Henrique Alves (Turismo) levou nessa quinta-feira, ao vice Michel Temer, o nome de Vinícius Lemmertz, secretário de Políticas de Turismo, para presidir a Embratur. Ele é do PMDB catarinense. Só falta o aval da presidente Dilma.

Eduardo Braga venceu

Está acertado que a ex-deputada Rebecca Garcia, com aval do ministro Eduardo Braga (Minas e Energia), vai comandar a Suframa. Pesou na definição o fato de ela ser do PP. Ao senador Omar Aziz foi oferecida a Superintendência da CEF.

O dedo da presidente

Após nomear Djalma Berger, irmão do senador Dário Berger (PMDB), para a Eletrosul não haverá mais política no setor elétrico. Dilma assumiu a escolha de todos os cargos do setor.

Cautela

No encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-presidente Lula não pediu pelo jurista Luiz Edson Fachin. Um dos presentes disse que nem poderia fazê-lo, pois em seu governo rejeitou várias vezes indicá-lo para o Supremo.

Será que cola?

Depois de negociar apoios às MPs 664 e 665 no DEM e no PV, o vice Michel Temer vai investir no PSDB. Seu primeiro contato deve ser com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Vou procurar o pessoal da oposição”, revelou. Sua intenção é convencer os tucanos de que há diferença entre medidas de interesse do governo e as do Estado brasileiro.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Colunistas

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Supremo confirma poder de investigação criminal do ministério público
Governo pode permitir cesariana sem presença de pediatra
Pode te interessar