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Economia Governo diz que com o real desvalorizado, está aberto o espaço para produtos brasileiros no exterior

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Para Monteiro, o novo patamar do real tende a ser benéfico para a indústria nacional. (Foto: Antonio Cruz/ABr)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse nesse domingo que a desvalorização do real frente ao dólar abriu espaço para as exportações brasileiras. “Nós já estamos detectando, firmemente, não apenas no resultado da balança comercial, mas nós estamos medindo isso pela forma que a exportação voltou ao planejamento das empresas. Toda a empresa hoje voltou a colocar a exportação no seu radar”, disse, em entrevista, na abertura do Congresso Brasileiro do Aço.

As preocupações com a situação da China e da Grécia fizeram com que a moeda norte-americana chegasse a ser cotada a 3,234 reais na última quarta-feira. A maior cotação desde 27 de março (3,241 reais).

Para o ministro, o novo patamar do câmbio brasileiro tende a ser benéfico para a indústria nacional. “O Brasil conviveu, e nesse contexto a indústria pagou um preço caro, com um longo período de apreciação da nossa moeda. E felizmente agora, ao que parece, nós teremos uma taxa de câmbio mais amigável ao setor exportador”, enfatizou Monteiro.

O novo cenário permitirá, disse o ministro, não só um aumento das vendas para o exterior, mas melhorar a competitividade dos produtos nacionais também no mercado interno. “Significa que isso oferece para a própria indústria algum espaço no mercado doméstico que vinha sendo ocupado pelo produto importado. Isso é muito importante, sobretudo, nesse momento de contração do mercado doméstico”, acrescentou Monteiro.

Em relação às exportações, ele afirmou que o governo federal está trabalhando para reposicionar o País, aproximando o Brasil de mercados fortes. “O Brasil tem que se integrar de maneira mais efetiva aos fluxos de comércio em regiões que têm maior dinamismo. E nesse sentido, o foco da política comercial brasileira se voltou para alguns mercados importantes, como o americano”, ressaltou.

Nos EUA foram assinados, segundo Monteiro, acordos de convergência de normas técnicas. Ele frisou que o objetivo é remover as barreiras não tarifárias aos produtos brasileiros. “Nós estamos fazendo um acordo de harmonização e convergência de normas. Com isso, setores da indústria já puderam ter ganhos a curto prazo. Eu destacaria o setor cerâmico, de máquinas e equipamentos, de refrigeração e material elétrico”, enumerou.

O México é outro parceiro com o qual o Brasil quer, segundo o ministro, expandir os laços comerciais. “Nós estamos ampliando o acordo de complementação econômica com o México. É um acordo que vigorava desde 2002, mas restrito, com 800 produtos. Esse acordo vai agora ser ampliado, alcançando mais de 3 mil produtos.” (ABr)

tags: Brasil

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