Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de fevereiro de 2026
No último sábado (21), o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou a suspensão das operações do programa Global Entry, que facilita a entrada de passageiros estrangeiros pré-verificados aos dispensá-los de passar pelos guichês de imigração ao desembarcar no país.
A suspensão ocorre por conta da paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, que começou no dia 14 de fevereiro, após democratas e republicanos não conseguirem chegar a um acordo em relação à legislação para financiar o departamento. A principal demanda dos Democratas é que o governo de Donald Trump altere as operações anti-imigração realizadas pelo ICE.
Originalmente, outro programa semelhante, chamado TSA PreCheck, que permite que o passageiro pule a fila de segurança no aeroporto, também teria sido incluído na suspensão, mas o Departamento de Segurança reverteu a decisão no domingo.
Enquanto o TSA PreCheck está operando normalmente nos aeroportos americanos, ainda não há previsão de reestabelecimento do Global Entry.
Turismo em baixa
Michelle Cowley, especialista em comunicação baseada em Londres, e seu marido passaram quase dois anos planejando uma viagem de US$ 16.000 para a Disney, na Flórida. No entanto, seus filhos, de 7 e 11 anos, souberam que Renee Good e Alex Pretti haviam sido mortos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e não quiseram mais ir.
Comentários do presidente Donald Trump em janeiro, incluindo ameaças de anexar a Groenlândia e críticas às contribuições militares britânicas no Afeganistão, selaram a decisão da família.
“Decidimos que realmente não é o lugar onde queremos estar neste momento”, disse Cowley.
No ano passado, enquanto o turismo cresceu mundialmente, os Estados Unidos foram o único grande destino a registrar queda no número de visitantes estrangeiros, com uma redução de 6%, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, uma entidade do setor. Em janeiro, o declínio de visitantes internacionais continuou, com recuo de 4,8% em relação a janeiro de 2025.
Visitantes do Canadá, normalmente a segunda maior fonte de turismo para os Estados Unidos depois do México, despencaram 28% em janeiro em comparação com janeiro de 2024.
Outros mercados importantes, como Alemanha e França, também registraram quedas significativas, enquanto o Reino Unido, o maior mercado emissor de longa distância para o turismo dos EUA, apresentou crescimento marginal de 0,5% em comparação com o ano anterior.
“Quando 11 milhões de visitantes internacionais deixam de comparecer, o resultado são bilhões de dólares em perdas econômicas para o setor de viagens”, afirmou Erik Hansen, vice-presidente sênior da Associação de Viagens dos EUA, entidade que promove viagens para e dentro do país.
O governo Trump tornou significativamente mais difícil para alguns viajantes entrarem nos Estados Unidos, proibindo visitantes de mais de uma dúzia de países e introduzindo uma “taxa de integridade do visto” de US$ 250 para vistos de turista e negócios de não imigrantes, com o objetivo de desencorajar permanências além do prazo permitido.
Os visitantes também estão enfrentando uma fiscalização mais rigorosa na fronteira, com aumento nas buscas em dispositivos eletrônicos, algumas resultando em detenções e recusas de entrada.
Cidadãos de países que precisam apenas de uma autorização eletrônica para visitar os Estados Unidos poderão em breve ser obrigados a fornecer até cinco anos de histórico em redes sociais para entrar no país; isso pode resultar em uma perda de até US$ 15,7 bilhões em gastos de visitantes, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. As informações são dos jornais Folha de S.Paulo e The New York Times.
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