Sexta-feira, 07 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 7 de agosto de 2026
Especialistas defedem María Corina Machado como candidata à Presidência.
Foto: ReproduçãoO governo interino da Venezuela e representantes da oposição realizaram nesta quinta-feira (6), em Caracas, o primeiro encontro de um processo de diálogo apoiado pelos Estados Unidos, que gera expectativa de avanço rumo a eleições e a uma possível transição política no país.
As negociações começaram sete meses após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos e ocorreram sem a presença da líder oposicionista e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado.
Apenas fotógrafos tiveram acesso ao início da reunião, realizada no Centro de Convenções da instalação militar de La Carlota. Em uma declaração conjunta, as partes afirmaram ter assumido compromissos baseados em “respeito à soberania nacional”, “negociação de boa-fé” e “proteção dos direitos humanos e políticos de todas as forças”.
Os representantes também informaram, por meio das redes sociais, que buscarão uma “solução política, pacífica, democrática e constitucional” para a crise venezuelana.
As delegações definiram a metodologia de trabalho, as rodadas de negociação e a agenda de discussões. Os encontros devem continuar até o próximo dia 12.
A mesa de diálogo foi liderada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina do país, e por Dinorah Figuera, representante da oposição que conquistou a maioria legislativa nas eleições de 2015, resultado que Nicolás Maduro não reconheceu.
Estados Unidos como garantidor
Washington comemorou o início das negociações. Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que “essas conversas diretas representam uma oportunidade única”.
O governo norte-americano declarou que sua estratégia para a Venezuela está baseada em três etapas: “estabilização, recuperação econômica e reconciliação política”.
Ao chegar à Venezuela, após deixar a Espanha, onde vivia exilada, Dinorah afirmou que o processo busca promover mudanças no Tribunal Supremo de Justiça, no Conselho Nacional Eleitoral e garantir a recuperação dos direitos civis e políticos dos venezuelanos.
O diálogo também despertou expectativas entre integrantes da oposição e familiares de presos políticos.
O dirigente Juan Pablo Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado, afirmou em publicação na rede social X que, desta vez, “existe, sim, um garantidor para assegurar que o chavismo cumpra sua palavra”.
“Esperamos que a Venezuela consiga o quanto antes a libertação de TODOS os presos políticos, novos poderes públicos e um cronograma eleitoral que inclua a eleição presidencial”, escreveu. Guanipa também defendeu o nome de María Corina Machado como candidata à Presidência.
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