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Brasil Governo estuda aumentar o teto de faturamento para MEI

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O último reajuste aconteceu em 2017, quando o teto de faturamento da categoria foi reajustado de R$ 61 mil para R$ 80 mil

Foto: Reprodução
O último reajuste aconteceu em 2017, quando o teto de faturamento da categoria foi reajustado de R$ 61 mil para R$ 80 mil. (Foto: Reprodução)

O presidente Lula está em busca de trazer mudanças importantes em dois pontos importantes, o primeiro deles é amenizar os impactos com o fim da escala 6×1, e a segunda está diretamente relacionada às pequenas empresas brasileiras. Conforme o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, afirmou que o presidente está procurando medidas para conseguir reajustar o limite de faturamento.

O último reajuste aconteceu em 2017, quando o teto de faturamento da categoria foi reajustado de R$ 61 mil para R$ 80 mil, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 2018, e desde então segue sem qualquer reajuste, mesmo diante da alta da inflação, pandemia e mudanças claras na economia. Com a inflação acumulada e o crescimento de muitos pequenos negócios, milhares de microempreendedores acabam ultrapassando o teto de faturamento do MEI e, consequentemente, são obrigados a migrar para outras categorias tributárias mais burocráticas e muito mais caras. Logo, o governo reconhece que existe uma real necessidade de ampliar os limites da categoria. Como o último reajuste foi aprovado em 2017, estamos falando de quase 10 anos de total defasagem da categoria.

Segundo Paulo Pereira, o debate tem se intensificado no Congresso Nacional, e o governo não pretende ignorar o tema. Contudo, qualquer mudança precisa ser feita com cuidado, especialmente porque o reajuste da categoria significa renúncia fiscal, que pode trazer impactos negativos nas contas públicas. Segundo fala do ministro, a grande preocupação da equipe econômica do governo está atrelada ao fato de que um aumento muito elevado no teto do Microempreendedor Individual gerará perda de arrecadação, algo que pode afetar o equilíbrio fiscal brasileiro.

Mesmo assim, o governo do presidente Lula tem avaliado diferentes alternativas para tornar essa atualização possível o mais rápido possível, quem sabe ainda no decorrer de 2026.

Entre as possibilidades analisadas, uma que tem ganhado espaço é a criação de um reajuste escalonado, que permitirá que o teto da categoria possa aumentar gradualmente, o que reduzirá qualquer impacto abrupto na arrecadação.

A intenção com essa possibilidade seria conseguir encontrar um ponto de equilíbrio entre auxiliar os pequenos negócios sufocados com um limite defasado e manter a estabilidade econômica.

Não somente isso, o Ministério do Empreendedorismo também está trabalhando com medidas que reduzam o endividamento das pequenas empresas brasileiras. Uma das ideias seria ampliar os programas de crédito, facilitando a troca de dívidas caras por financiamentos com juros menores. (Com informações do jornal Valor Econômico)

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