Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de novembro de 2015
Aconselhada pelo núcleo político, a presidenta Dilma Rousseff decidiu que o governo não atacará nem isolará o senador Delcídio do Amaral (PT-MS). O Executivo teme que o parlamentar use, nas palavras de um ministro, até mesmo mentiras para atacar o comando da nação. A ordem do Palácio do Planalto é manter a cautela no trato do caso.
Auxiliares de Dilma foram avisados na terça-feira sobre a prisão do senador petista. Ao tomar conhecimento, a presidenta ficou preocupada com o efeito que teria sobre votações importantes no Congresso, sobre sua imagem e de sua administração do País.
Delcídio era um dos principais articuladores do Executivo no Legislativo, com trânsito entre situacionistas e oposicionistas. Ele também participava da maioria das reuniões de coordenação política no Planalto, realizadas às segundas-feiras.
Horas após a prisão de Delcídio, a presidenta reuniu os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Casa Civil, Jaques Wagner; da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini; e da Comunicação, Edinho Silva; para uma avaliação do cenário político.
Após ouvir as falas de Delcídio, em áudio entregue à PGR (Procuradoria-Geral da República), Dilma ordenou que o governo se dissesse surpreendido e defendesse as investigações. (Folhapress)
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