Sábado, 07 de março de 2026
Por Redação O Sul | 7 de março de 2026
No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES-RS), por meio do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde – Ciclos de Vida – Política de Saúde da Mulher, destaca uma série de ações para atender as demandas desse público-alvo. “Entre redes de acolhimento, serviços especializados e implantação de novas tecnologias, o Rio Grande do Sul atua para contemplar questões de saúde específicas de mulheres e pessoas com útero”, diz a pasta.
De acordo com o governo gaúcho, um dos principais eixos da Política de Saúde da Mulher da SES-RS é o Planejamento Sexual e Reprodutivo, que tem como objetivo ofertar um acompanhamento direcionado para métodos de contracepção, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e planejamento familiar desde a adolescência. Entre as novidades estão a implantação do Implanon na rede pública e a adoção de um novo método de rastreio do câncer de colo de útero.
Considerado de alta eficácia, o Implanon é um contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel, isto é, um dispositivo moderno que fica dentro da pele e age no organismo por até três anos. Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em julho de 2025 e disponibilizado pelo Ministério da Saúde (MS), o Implanon está disponível para mulheres entre 14 e 49 anos e já começou a ser distribuído para os municípios do Rio Grade do Sul.
Até o momento, equipes de 44 municípios já foram capacitadas. A previsão é que 900 profissionais, entre médicos e enfermeiros, serão formados até maio de 2026 para fazerem a inserção do novo contraceptivo.
– Rastreio do câncer de colo de útero: A mudança no método de rastreio para detecção do câncer de colo de útero acompanha as novas evidências científicas, que apontam como o teste de DNA-HPV é mais sensível, eficaz e eficiente na identificação de lesões precursoras de câncer. Isso ocorre porque ele identifica o material genético do papilomavírus humano (HPV) antes que se formem lesões no organismo, permitindo a detecção de intercorrências ou do câncer em estágios iniciais.
A SES tem trabalhado em conjunto com o MS no processo de implantação do novo exame, que está sendo aplicado inicialmente no município de Pelotas. Até o fim de 2026, ele deve ser implantado em 13 regiões do Estado, contemplando aproximadamente 200 municípios.
– Saúde materno-infantil: O Estado também conta com a Rede Alyne (Rede Temática de Atenção à Saúde), instituída pelo MS em 2024 com o objetivo de reduzir a morbimortalidade materna e infantil, com foco no componente neonatal e nas desigualdades étnico-raciais. A iniciativa também prevê financiamento federal para serviços estratégicos, como ambulatórios e hospitais de referência para gestação e puerpério de alto risco, casas da gestante, bebê e puérpera, centros de parto normal e ambulatórios de seguimento de recém-nascidos e crianças egressos de unidades neonatais, visando ampliar o acesso e qualificar a assistência.
Os investimentos do Programa Assistir com cofinanciamento estadual também integram os cuidados em saúde materna e infantil, somando 90 maternidades de risco habitual; 19 maternidades de alto risco; 22 ambulatórios de gestação de alto risco; 11 ambulatório de egresso de UTI neonatal; e 9 maternidades completas.
– SERMulher: O Serviço Especializado de Referência à Saúde da Mulher (SERMulher RS) oferece atendimento especializado e qualificado para a saúde da mulher. Tem como objetivo o atendimento qualificado e especializado para pessoas com alterações nos exames de rastreamento de câncer de colo do útero e de mama, com suspeita de endometriose / adenomiose / miomatose, bem como a investigação de infertilidade e climatério.
São 17 serviços em atividade e 19 selecionados até o momento. Desde março de 2025, o programa já realizou 39.145 consultas em todo o Estado. Este ano, em parceria com o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul, será realizada uma reunião com todos os serviços do RS para diagnóstico inicial do processo de qualificação em navegação do cuidado oncológico.
– Combate à violência: Articulada a outros setores da sociedade, a Política de Saúde da Mulher também atua no combate à violência de gênero, estando presente em sete serviços de interrupção da gravidez nos casos previstos em lei e em 27 serviços de atenção integral a pessoas em situação de violência sexual, oferecendo apoio e monitoramento dos serviços e fomento à implantação de novos.
Por meio do serviço de inteligência artificial do Estado (GurIA), são disponibilizadas informações sobre os serviços de interrupção da gravidez nos casos previstos em lei e os serviços de atenção integral a pessoas em situação de violência sexual.
(As informações são da SES-RS)
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