Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de junho de 2025
Com investimento R$ 68 milhões do governo gaúcho, as operações de dragagem prosseguem no Guaíba para garantir condições de transporte fluvial. A retirada de sedimentos de seu leito tem por objetivo a manutenção de uma profundidade mínima de 6 metros nos principais trechos de navegação, tarefa realizada desde março por cinco embarcações em áreas próximas de Porto Alegre. Mais de 1,6 metros-cúbicos de material já foram removidos.
A operação é realizada nos canais de Leitão e Pedras Brancas, como parte de um trabalho mais amplo nas hidrovias gaúchas, ainda afetadas pelo acúmulo atípico de sedimentos em decorrência das enchentes do ano passado. O total de recursos destinados a essa finalidade ultrapassa R$ 730 milhões, provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para iniciativas de enfrentamento das consequências sociais, econômicas e ambientais da catástrofe climática.
Próximos passos
No Cais da capital gaúcha, mais duas dragas estão em preparativos finais para entrar em funcionamento – a primeira nos próximos dias e a segunda antes do fim de julho, totalizando assim sete embarcações. O equipamento utilizado é um dos maiores da modalidade no País e deve ampliar de forma significativa a capacidade de retirada de material, que só pode ser feita sob condições meteorológicas favoráveis.
O trabalho já foi concluído no canal de Itapuã, ao passo que nos canais de São Gonçalo e Furadinho a atividade tem início previsto para aproximadamente um mês. Além disso, já está em fase preparo uma licitação para que o serviço chegua aos oito canais do Guaíba ainda não contemplados, bem como nos quatro da Lagoa dos Patos.
(Marcello Campos)
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